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12 de setembro de 2009

Vindimas....


Olá !!
O mês de Setembro anuncia a chegada das vindimas que são porventura, um dos pontos mais alto na vida dos habitantes de uma freguesia que se dedica à produção de vinho.
A colheita das uvas tem lugar no Outono, quando as uvas já estão doces, e é um trabalho árduo onde os homens e as mulheres cortam e transportam as uvas até ao lagar onde são esmagadas e com o sumo extraído das uvas obté-se duas bebidas: a jeropiga e o vinho.
A primeira obtém-se juntando aguardente e açúcar ao sumo para impedir a fermentação.
A segunda obtém-se esmagando as uvas que ficam a fermentar juntamente com o cachiço durante alguns dias.
Depois de limpo, este é armazenado normalmente em barris de carvalho.


Por norma, a prova do primeiro vinho é feito na altura do S. Martinho e por isso se diz, "No S. Martinho, prova-se o vinho".


Depois do vinho retirado dos barris é engarrafado em garrafas.



Votos de boas vindimas !!!


xxcucoxx

1 comentário:

Anónimo disse...

O descritivo neste “blog” sobre as vindimas no Louriçal, impõe-me dizer alguma coisa, na nossa terra á óptimas uvas e é com boas uvas que se faz o bom vinho, mas normalmente no Louriçal o vinho não corresponde à qualidade das uvas, além de ter um período de conservação muito curto, derivado não pelas uvas que são boas, mas sim pelo desconhecimento com que é feito o precioso néctar, pois verifica-se nos vinicultores alguma aversão ao adicionamento de algo nos mostos quer tenham pequenas ou grandes quantidades de vinho, fazendo este sem qualquer equilibro alcoólico, sulfuroso ou acidez. Pois por vezes precisa de água, mas se existe muito vinho então fica assim, e outras vezes precisa é de açúcar para se levantar o grau alcoólico, mas se tem pouco ainda lhe adiciona água em vez de açúcar estragando tudo, pois para levantar um (1) grau alcoólico devemos juntar por litro 18 gramas de açúcar e 36 gramas para levantar dois (2) graus e assim sucessivamente. Para baixar o grau alcoólico é muito fácil calcular a água a adicionar, mas para quem não tem este conhecimento existe a acompanhar os mostímetros/pesa-mosto umas tabelas que indicam com exactidão a água a juntar.
Ao vinho no Louriçal, normalmente durante um período inferior ao ano, é-lhe atribuída pelos apreciadores indígenas três classificações, no início quando se abre é bom, passado pouco tempo bebe-se, já a coisa não vai bem, passado mais um curto período ainda se bebe, a partir dai passa a pertencer ao grupo dos vinagres.
Assim como a jeropiga é feita aleatoriamente, pois esta para se manter sem qualquer perigo de refermentação terá que ter no mínimo 17gaus, o que no Louriçal só acidentalmente tem esta graduação, pois existe uma tabela errada que tem sido transmitida de geração em geração que é de 3 partes de mosto e uma de aguardente o que é completamente errado, pois depende da aguardente e neste caso a aguardente teria de ter setenta graus, o que não tem, assim como o doce deverá ser ajustado de modo a que esta fique em conformidade com o mostímetro +/- com 24 o que corresponde a 240 gramas de açúcar por litro etc. etc. etc.
Conterrâneos temos matéria prima, para fazer bom vinho, boa jeropiga, boa aguardente e bons licores, vamos fazer bom produto.

Carlos Vaz