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18 de julho de 2010

Louriçal e Sobral ficam sem escolas

A aposta passa por criar centros escolares de excelência e nos últimos anos a autarquia investiu mais de 3,7 milhões de euros naquele nível de ensino, estando em curso outras obras no valor de 7,5 milhões de euros em novas estruturas.


Por: João Carrega
15 de Julh de 2010 às 15:45h

As escolas do 1.º ciclo das freguesias de Sobral e de Louriçal do Campo já não vão funcionar no próximo ano lectivo. Aqueles são os únicos estabelecimentos do 1.º ciclo que fecham portas no concelho de Castelo Branco, passando os seus alunos (que no conjunto das duas escolas são de pouco mais de uma dezena), a frequentar as actividades lectivas no Agrupamento de Escolas de S. Vicente da Beira.

Joaquim Morão, presidente da Câmara, assegura que “este encerramento vem ao encontro do que está definido na Carta Escolar do Concelho, aprovada por todos os parceiros”. O autarca diz que a decisão foi tomada de forma consensual e que estão garantidos os transportes dos alunos, bem como a alimentação. “Esta é a melhor solução para os alunos que assim passarão a usufruir de melhores condições de ensino”, assegura.

A aposta da autarquia nos últimos anos tem passado por dotar o concelho de Castelo Branco de centros escolares de excelência, tendo efectuado fortes investimentos na recuperação, requalificação e construção de escolas e salas de aula. Só no 1.º ciclo foram investidos cerca de 3,7 milhões de euros. Na escola do Castelo foram feitas de quatro salas de aula para alunos do pré-escolar, uma sala polivalente para o pré-escolar, um refeitório, sanitários, uma biblioteca, gabinetes de direcção, de atendimento e para professores/educadores e uma sala para a associação de pais. Na Sra. da Piedade foi feita a requalificação do edifício existente. Foram melhoradas as oito salas de aula e as seis salas de expressão plástica, a sala polivalente e a de atendimento, bem como os espaços exteriores. Foi ainda construído um recreio coberto, um refeitório, uma biblioteca com acesso à informática e de um gabinete de professores.
Na sede do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva foram construídas quatro novas salas de aula. O edifício, construído junto ao pavilhão desportivo, está dotado de uma sala de convívio para alunos e uma outra para professores, bem como os respectivos sanitários.
No Agrupamento Faria Vasconcelos, em Castelo Branco, também foram construídas duas novas salas de aula e novos sanitários de apoio, junto ao edifício sede.
Já no Agrupamento Cidade de Castelo Branco, junto à escola sede, está a ser construído um novo edifício num investimento de 920 mil euros, que entrará em funcionamento no próximo ano. O novo espaço tem dois pisos. Ao nível do rés-do-chão surgem quatro salas para actividades, dois gabinetes (um para professores e outro para educadores), uma sala de convívio para professores/educadores, duas salas de aula e sanitários. Ao nível do 1º andar serão construídas mais duas salas de aula/educação plástica, uma biblioteca/informática e um gabinete para educadores e Professores.
O presidente da Câmara recorda que a requalificação destas escolas faz parte de um projecto ambicioso da autarquia, no sentido de criar centros escolares de excelência.

Novas escolas
Num outro nível, a autarquia, através de acordos com o Ministério da Educação, tem em curso a construção da nova Escola Afonso de Paiva, cuja primeira pedra foi colocada pela Ministra da Educação, Isabel Alçada, e cujo objectivo é que entre em funcionamento no próximo ano lectivo. O investimento é de seis milhões de euros.
Já em Alcains, foi lançado concurso público com vista à requalificação e ampliação da Escola Secundária de Alcains. A obra permitirá resolver o problema das más instalações existentes na escola básica (antiga preparatória), já que os 2.º e 3.º ciclos que aí são ministrados passarão para o novo espaço da Secundária Ribeiro Sanches. O investimento é de um milhão e meio de euros.
A aposta na criação de condições de excelência no parque escolar do Concelho já tinha sido elogiada pela anterior equipa do Ministério da Educação, a qual classificava o parque escolar de castelo Branco como um exemplo para o país. Além das condições físicas, a autarquia foi dos primeiros municípios a responder afirmativamente ao desafio das actividades extra-curriculares.

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=240&id=22400&idSeccao=2632&Action=noticia 
 
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