Seja bem-vindo

26 de novembro de 2010

A Autarquia adquire terrenos em Louriçal do Campo

Autarquia investe em imóveis


A Câmara de Castelo Branco acaba de adquirir três terrenos em Louriçal do Campo e Alcains. O investimento de 319 mil euros pretende captar mais emprego.

Por: João Carrega


25 de Novembro de 2010 às 17:13h

A autarquia albicastrense acaba de adquirir três novos terrenos com vista à captação de novos investimentos e empresas. Em Alcains, foi adquirido um espaço de três hectares, situado na zona de Geralda (perto da antiga fábrica de rações Alprema), enquanto que no Louriçal do Campo foram comprados dois terrenos, um com 21 mil 750 metros quadrados e outro com 12 mil metros quadrados.

Joaquim Morão presidente da autarquia, justifica esta aposta com a perspectiva de se poderem captar novos investimentos para aquelas áreas. “Em Alcains foram adquiridos três hectares, os quais ficam disponíveis para a instalação de empresas. Deste modo, a autarquia cria condições para que ali se possam instalar estruturas que criem mais empregos”, explica.

O autarca revela que também na freguesia de Louriçal do Campo foram adquiridos mais dois terrenos. “Um desses espaços vai permitir que ali se instale uma nova urbanização, junto da escola. O outro, composto por um pomar, situa-se junto ao Colégio de S. Fiel”, revela.

Recorde-se que a aposta da autarquia na aquisição de espaços que permitam a instalação de empresas ou serviços no Concelho tem sido constante. A Câmara dá como exemplos as aquisições da antiga Dibeira, onde ficou instalada a ASAE, o antigo celeiro, onde hoje funciona o call center da PT Contact, as instalações da Reditus ou o Centro Nacional de Atendimento da Segurança Social, entre outras.

Deste modo, assegura a autarquia, criam-se condições para que surja mais emprego no concelho. Recentemente foi assinado um protocolo com a empresa Novabase, que instalará em Castelo Branco um centro de apoio ao Plano tecnológico do Ministério da Educação para todas as escolas da região centro do país. Um espaço que ficará instalado no edifício da Assembleia Distrital, cujas obras de remodelação foram efectuadas pela Câmara de Castelo Branco.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=259&id=24669&idSeccao=2883&Action=noticia

16 de novembro de 2010

Festa de S. Carlos Borromeo * Louriçal do Campo*



O Grupo Onomástico “Os Carlos”, de Louriçal do Campo, levou a efeito no passado dia 6 o seu 9º convívio anual. A estes juntam-se as suas “carlotas” que, como é seu timbre, muito impulsionam o evento, que teve o seu início com a celebração de uma missa por intenção dos Carlos já falecidos e onde foi consagrada a imagem do padroeiro S. Carlos Borromeu.

 
Como habitualmente, realizou-se no salão de festas da Torre, um serviço de “catering” que deliciou e satisfez os convivas, onde foi notório o bem-estar e entusiasmo da camaradagem homónima, não faltou a concertina com o caprichar do acordeonista Carlos Galefe, acompanhado pelo cavaquinho do Carlos Domingos, onde alguns Carlos e Carlotas não resistiram a um pezinho de dança. Mantendo a tradição, também não faltaram as castanhas assadas e a boa jeropiga. Posteriormente e respeitando o sistema de rotatividade, foi nomeada a comissão do próximo ano que promoverá o acontecimento no dia 5 de Novembro. À comissão cessante, sublinhando as “carlotas”, foram dados os parabéns pela motivação e desempenho do evento.
Carlos Vaz

4 de novembro de 2010

Primeiras chuvas, primeiros cogumelos...


Primeiramente, os "frades", depois os Míscaros!!

Após as primeiras chuvadas, chega a "revolta" da caruma nos pinhais...

Os  "frades" são os primeiros a manifestar-se. Normalmente, nascem nos descampados, junto dos troncos de sobreiros.

Mais tarde, vêm os Miscaros, pequenos cogumelos que poderão custar cerca de 30 a 35 eur/ kg. Na nossa região, são procurados para consumo doméstico, pela população, nos pinhais vizinhos, onde crescem entre mimosas e pinheiros.

Apesar das mais variadas espécies de cogumelos, o mais conhecido e que garante alguma "confiança" para consumo humano, é o "verdadeiro" Míscaro Amarelo. Este, tal como o seu nome indica, não merece qualquer dúvida de identificação.



Recomendações Culinárias:


Arroz de Míscaros

Ingredientes:

 
2 kg de míscaros

1 salpicão médio

400 g de arroz

50 g de margarina

4 dentes de alho

1 dl de azeite

1 l de água

1 cebola

1 cubo de caldo de galinha

Salsa picada, sal e pimenta q.b.


Preparação:

 
Comece por lavar muito bem os míscaros para lhes tirar toda a areia.

Num tacho de ferro ou de barro, coloque o azeite, a margarina e os alhos esmagados e deixe ao lume até estes estalarem. Junte a cebola picada e deixe cozer suavemente até esta estar macia. De seguida, adicione o salpicão cortado em cubos. Aumente um pouco o calor e deixe alourar bem a cebola. Introduza o arroz e os míscaros e vá mexendo para que o arroz absorva a gordura. Regue com a água a ferver e adicione o cubo de caldo de galinha. Tempere com pimenta e rectifique o sal.

No forno já quente, introduza o tacho e deixe cozer durante 15 minutos.

Findo este tempo, sirva polvilhando com salsa picada.


Votos de bom apetite...

xxcucoxx

2 de novembro de 2010

Um país que renega a história é um país traidor

Um país que renega a história é um país traidor


28 de Outubro de 2010 às 16:02h

Não sei que força me impele a caminhar todos os dias para a terra onde nasci. Eu, que nela já nada tenho, a não ser os caminhos intemporais da infância, a mata de eucaliptos que calcorreei de bicicleta, a água cristalina fluindo para o tanque, e um tropel de imagens que se não descolam do imaginário do menino e adolescente que ontem fui. Mesmo hoje que a manhã solarenga resolveu descambar para uma tarde escura de trovoada iminente, com nuvens encasteladas em zaragata ruidosa e quase contínua.

O chapinhar já espaçado dos corpos na piscina, em frente, é canto de cisne neste definhar de verão que deixará de novo o sítio onde vim ao mundo, acabrunhado e deprimido, num isolamento avassalador que a meia dúzia de resistentes suporta, impotente e resignada. Tudo tem um fim. Talvez que a própria Natureza tenha também, um dia, o seu fim, de tanto estupro e violência.

Amanhã é Setembro. Há cinquenta Setembros São Fiel era ainda um pequeno condado de educadores, educandos, agricultores e artistas. Não se conhecia uma casa fechada, a menos que algum solitário se esquecesse de avisar que ia morrer. Nas noites cálidas de verão sem telenovelas nem discotecas, forasteiros de visita a familiares percorriam a estrada até ao monumento em grupos numerosos deixando os sentidos invadirem-se do cheiro a milho regado com a água pura que a serra mandava, ou a que o burro vendado pacientemente puxava da nora. Trocavam-se saudações a partir da varanda da casa tosca de granito onde nasci, a casa que é já outra, mas cujas paredes aproveitadas, barradas de cimento e cal, hão-de ser o sepulcro eterno do meu pranto silencioso a escorrer saudades e ressentimentos.

Hoje, quando o calendário determina o Inverno e com ele cai a noite cedo demais, sinto a alma aconchegada ao descortinar uma luz ténue que seja, por entre a vidraça de alguma casa velha. De resto, todo o pequeno casario é um ninho de sombras e cada casa fechada um jazigo de fantasmas inquiridores. Um carro que surja é uma esperança de companhia adiada. Aparece e some-se. E tudo retoma a quietude do assombramento.

Tudo aqui me arrasta para reminiscências adormecidas, mas indeléveis e indiluíveis.

Ao dobrar o alto da Soalheira, logo o avisto, ao longe, colado às escarpas da Gardunha, um edifício majestoso cujos cento e sessenta anos a incúria e a imbecilidade do poder não conseguiram diminuir na sua imponência. A ruína irreversível já tomou conta das entranhas. Mas por mais vidros e janelas que a força do vento e a fúria delinquente destruam, ele permanece ali como relicário apagado do progresso que deu sustento a gerações incontáveis, no passado.

Ao cruzar-me com ele, paro. Pararei sempre que a isso obrigue esta força estranha que me imobiliza ao aproximar-me. E como o cão fiel estaca esperando a ordem do dono, também o carro aguarda que eu contemple, mais uma vez, o gigante que deixaram morrer, mas continua de pé. Estranha forma de morrer! O meu olhar reverencial sobe ao mirante delimitado por varandins em ferro que a altura intimidativa impediu até hoje de alguém os desmantelar apenas pelo prazer mórbido de destruir. Então, um frémito percorre-me o peito e faz aflorar a lágrima costumeira da saudade e da revolta. Quando a verticalidade do gigante morto soçobrar às leis da física ou do camartelo da demência política, os seus destroços sepultarão parte de quem nasceu à sua sombra, mesmo defronte, embalado pelo clarim anunciador de alvoradas, e hoje, despertador tardio de sombras e nostalgias.

Aquilo que outrora foi reduto de cultura e reabilitação (daí o título de colégio), detentor de uma arquitectura invulgar, de traça conventual, alguém alvitrou, não há muito, fosse reestruturado em estância hoteleira. Chamaram-lhe visionário. O Ministério da Justiça desempenhando brilhantemente o seu papel de falso progenitor, gastou palavras e dinheiro em estudos que a alarvice cultural atirou para a hipocrisia da inviabilidade. O poder autárquico não quis o que outros não quiseram e seguiu-lhe os rastos, declinando deveres de preservação patrimonial.

Um país que renega a história do seu passado é um país traidor de memórias, um país parado na negação de compromissos ancestrais, um país vazio de heranças por deixar, um país a marcar passo na inércia da cobardia, um país sem rumo nem futuro. E sê-lo-á já. Mas cantando e rindo. E com muito futebol, de permeio.

Fernando Serra

fccserra@netcabo.pt

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=255&id=24095&idSeccao=2834&Action=noticia

1 de novembro de 2010

Rescaldo PaintBall de 30 Outubro 2010



Boa noite a todos vós,

Assim decorreu mais uma actividade inédita sob os "nossos" terrenos. Realizou-se assim, no passado dia 30 de Outubro o primeiro evento deste género. PaintBall pela primeira vez em Louriçal do Campo. Estiveram como participantes, alguns jovens de Louriçal do Campo mas também outros mais das aldeias vizinhas.

Apesar das armas e tiros, não houve feridos!!!

Parabéns aos participantes, bem como a todos aqueles que contribuíram para a realização deste evento.

Bela reportagem fotográfica a quem a fez.

Obrigado a todos !!!


xxcucoxx