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27 de julho de 2011

Aos peregrimos da estrada, votos de boa viagem....


Sem que haja mais palavras, votos de boa viagem que nós por cá, vos esperamos emigrantes da terra.

xxcucoxx

26 de julho de 2011

O Emigrante a "salto"


Após a Segunda Guerra Mundial, começava a erguer-se o caminho do progresso. E eis que aparece o sonho da Europa deixando de ser Lisboa o recurso para fazer face à miséria. Embora com as dificuldades linguísticas, França era o principal destino dos que se atreviam a partir “a salto”.

É nos anos 60 que começa o êxedo com maior impacto nas aldeias rurais do interior do país.

O “salto” quase que não era preparado. Podia acontecer de um dia para o outro, aliás, de uma noite para a outra já que este ocorria sempre de noite. Tinha um custo que, para a altura, já era significativo que poderia ir até aos 10.000$00 (dez contos) mas o candidato sabia do risco de não ser bem sucedido.

Era preparado o indispensável . Roupa e um pouco de comer, assim partiam à aventura pelo silêncio da noite, deixando mulher e filhos até um dia regressar. Um beijo misturado em lágrimas que o pai e marido lhes dava, era chegada a hora da partida.

Em grupos, eram introduzidos no território espanhol por um determinado local perto da fronteira. Depois de escondidos em currais de animais, eram carregados e misturados em camiões já preparados para o efeito (transporte de gado) e assim, faziam a travessia de Espanha. Estas viagens duravam dias ou até semanas, dependendo sempre das condições.

Um vez chegados próximos à fronteira de França, eram novamente descarregados juntamente com os animais num local onde aguardavam instruções dos “passadores” (nome dado aos que angariavam emigrantes clandestinos).

Dada a noite, uma nova aventura os esperava para atravessar os Pirenéus (local escolhido pelos passadores por ser o de menos acessível aos guardas fronteiriços ). A travessia de montanhas íngremes, rochosas e cheias de neve e o frio, não permitiam a possibilidade sequer de qualquer acidente que os impossibilitasse de se moverem pelos seus próprios meios, caso contrário, seriam mortos a tiro ou abandonados na montanha.

Um vez entrados em França, outra aventura os esperada. Com vontade de trabalhar, dependiam sempre da sua aceitação perante as leis de acolhimento aos emigrantes.

Havia circunstâncias que mesmo indocumentados, eram aceites desde que tivessem local certo de trabalho, noutras eram mesmo postos fora do país.

Tratado-se de mão-de-obra barata, era apetecivél pelos franceses. Uma vez chegados ao local de trabalho, tinham como primeiras dificuldades a língua e os trabalhos duros na construção civil de pontes, túneis, estradas.

Desta forma se passavam os primeiros anos de vida dura, em condições menos boas, cozinhado para si próprio e lavando a sua própria roupa.

Com o passar dos tempos, começam a melhorar as condições de vida e a ajuda moral graças aos outros tantos que por lá se encontravam nas mesmas condições e com o mesmo propósito.

Muitas outras rotas de emigração ilegal se cruzaram a caminho de França mas todas elas com o mesmo propósito – Fugir à miséria.

Muitos são os depoimentos e historias de vida dos que por lá passaram. Muitas são as famílias que “deram a volta” graças ao “salto” e, sobretudo também, a grande maioria das aldeias do interior.

Graças a esses pioneiros, Louriçal do Campo está caracterizada como sendo uma das aldeias que mais pioneiros teve nos anos 60.

xxcucoxx

19 de julho de 2011

"Para nós, é importante que as pessoas voltem"


Para uma leitura mais facíl, recomenta-se pág 8 e 9, em: http://www.adraces.pt/ficheiros/conteudos/1305727272Viver17.pdf


Eis o retrato de Louriçal do Campo presente. De forma clara e bem representada, a Presidente de Junta, Paula Reis, descreve os pontos fortes e pontos fracos da Freguesia. O combate à desertificação é o ponto mais alto tendo por prioridade o problema da fixação de pessoas originada pela falta de infra-estruturas que permitam a criação de postos de trabalho para os jovens.

Louriçal do Campo está envelhecido. Necessita de sangue jovem com vontade de interagir na resolução de assuntos de maior importância. A desertificação e a criação de postos de trabalho, são temas quentes.


Em minha opinião, as forças politicas, nomeadamente, o estado e a autarquia, estão na frente como causadores e principais responsáveis por este flagelo. Para os mais esquecidos, recordo que, a estas entidades é incumbida a obrigação de promover, estimular, apoiar a adopção de medidas politicas e operacionais que não condicionem o bem estar e a felicidade das populações que compõem as aldeias e, esta atitude não está a ser praticada.

O estado é detentor de grande parte dos terrenos circundantes a Louriçal do Campo. Embora tenham existido tentativas de negociação por parte da autarquia no sentido de adquirir partes destes terrenos, o estado não cedeu. A falta de terrenos adequados que promovam ao urbanismo é também um outro problema para Louriçal do Campo.

Por outro lado, vejamos que a força eleitoral (n.º de votantes) de Louriçal do Campo, não é determinante para as conquistas partidárias na autarquia, por isso, é natural que passemos para segundo plano quanto ao investimento por parte da autarquia.

Os Censos 2011(Informação preliminar) apontam para um crescimento populacional e habitacional na cidade de Castelo Branco. E as aldeias? Alguém se esqueceu delas? Como consequência, vem o abandono e de seguida, a desertificação.

Á cerca de um mês atrás, alguém me dizia que, no futuro, Louriçal do Campo não será mais que uma bela colónia de férias para os que estão fora e que daí saíram. Penso, com muita angústia e alguma tristeza, nesta afirmação, pois não quero sequer acreditar nela, mas penso !!!

xxcucoxx

6 de julho de 2011

Portagens nas Scut avançam em Setembro


"A cobrança de portagens nas Scut A22, A25, A23 e A24 "deverá avançar em Setembro", confirmou à agência Lusa fonte ligada às negociações. O assunto está a ser tratado em reuniões das concessionárias com uma comissão de negociação dos contratos, não havendo ainda uma data exacta definida. A perspectiva é de que até ao final do mês "sejam publicados em Diário da República os preços a praticar" nas quatro Scut. Após a publicação oficial, "as concessionárias deverão ter um mês para implementar a cobrança".

 
 
Mas que bela notícia para quem se tinha esquecido de que se tratava de um projecto adiado desde o passado mês de Abril.
 
Mais uma facada ao Interior do país. Mais custos equivale a menos visitas. Resultado final: Menos gente presente...
 
"Ir para fora cá dentro", fica complicado! Será que "ir para fora mas para fora" ficará mais barato??? Começamos a fazer contas.....
 
Para reflecção....
 
 
 
xxcucoxx 

Transportadora corta circuitos por falta de passageiros



Adianta o Jornal do Fundão na sua edição Online de 30 de Junho de 2010 que, devido à falta de passageiros, as empresas transpostadoras irão eliminar vários circuitos de Castelo Branco a acesso a algumas aldeias. A começar pelo circuito Castelo Branco – Orvalho mas que outras se encontram já em estudo.

Entre outros, o circuito Castelo Branco – Casal da Serra está em cima da mesa para análise.

A diminuição da população nos meios rurais, é por uma vez mais, apontada como causa principal da eliminação de serviços a favor da população que, por si já, se encontra tão débil.

Óra bem, se o circuito Castelo Branco – Casal da Serra vai deixar de ser rota até agora assegurada pela transpostadora actual, das duas uma, ficará Louriçal do Campo como terminal ou, pura e simplemente, deixará de ter esse circuito.

Se Louriçal do Campo vier a tornar-se como terminal do circuito, para já, estará garantido o transporte mas, o que será do futuro? Até quando haverá passageiros suficientes para que este circuito se garanta? Não nos podemos esquecer de que é nas estremidades que os cortes começam !!

Vamos aguardar pelas decisões e depois logo se verá.

Foto: Jornal do Fundão

xxcucoxx