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27 de outubro de 2011

Uma vida, um testemunho agora homenagiado



No dia 25 de Março de 2006, faleceu em Orjais, concelho da Covilhã, onde residia, o Padre José dos Santos Serra. No dia seguinte o Senhor Bispo presidiu à Eucaristia exequial em Orjais, e concelebrada por vários sacerdotes. A seguir foi a sepultar em Louriçal do Campo, sua terra natal.

O Padre José dos Santos Serra era natural de Louriçal do Campo, arciprestado de Alpedrinha. Nasceu a 3 de Outubro de 1916. Foram seus pais José dos Santos Martinho Serra e Maria da Conceição Vaz. Frequentou os Seminários Diocesanos de 1928 a 1938. Foi pároco das freguesias de Terrenho e Torre do Terrenho (10-02-1940); Coadjutor da Sé e S. Vicente da Guarda (1-12-1961); Pároco do Telhado e Souto da Casa (1943); Pároco de Vale de Prazeres (29-04-1949); Pároco de Orjais desde 1950 até 2003; em 1998 foi nomeado pároco de Aldeia do Souto.

Agora,

"Um amigo do amigo, homem que contribuiu para o desenvolvimento da freguesia, pessoa doce mas determinada, às vezes mesmo teimosa, um conselheiro, uma pessoa que ficou após a partida. Muitos adjectivos, nomes, para descrever o padre José dos Santos Serra, falecido em 2006, mas que a população da freguesia de Orjais decidiu homenagear no passado domingo, 23, com a inauguração de um busto no largo da Amoreira, o principal da aldeia.

De facto, foi ali que a Comissão da Fábrica da Igreja e população quiseram perpetuar a memória de um homem que durante 53 anos esteve na paróquia, numa iniciativa inserida nas comemorações do Dia da Cidade da Covilhã. Uma escultura da autoria de Paulo Moura que, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Orjais, António Pinto, visa distinguir um homem que “contribuiu para grandes obras” graças à sua determinação e, às vezes, “teimosia. Foi com isso que conseguiu sempre fazer alguma coisa” afirma o autarca, que lembra uma “grande conselheiro”, uma pessoa com “força de querer e saber”, um “carácter forte”. Uma “grande perda” para a freguesia e concelho.

Segundo o representante da Comissão da Fábrica da Igreja, o padre Serra fiou intimamente ligado a obras como a construção do Centro Paroquial, a sala mortuária, o alargamento da Igreja Matriz, a Capela da Borralheira e ou as moradias do Brejo.

Numa cerimónia à que muita população se juntou, bem como familiares do padre, o presidente da Câmara, Carlos Pinto, destacou a “justíssima” homenagem em memória de uma pessoa amável e boa, doce, “mas muito determinada. É uma pessoa que fica depois de partir” frisa o autarca, que considera o padre Serra um “exemplo para as novas gerações”."

In Edição Online de Notícias da Covilhã


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