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30 de dezembro de 2011

Um Próspero Ano Novo 2012 !!



Desejo a todos amigos e visitantes desta comunidade, um Ano de 2012 cheio das maiores felicidades, muita saúde e ainda algum dinheiro no bolso.

FELIZ ANO NOVO.

xxcucoxx

28 de dezembro de 2011

Natal em Louriçal do Campo' 2011

Chegadas as 20h do dia 24 de Dezembro, é ateado o madeiro. Um frio que nos convida a voltar a casa mas, com muita percistência, ali estamos. Não somos muitos mas, os suficientes para servir de testemunho. Enquanto ele arde com cada vez mais força, dirigimo-nos para casa para jantar em família. Batatas e couves acompanhadas da bela posta de bacalhau regado com azeite novo, tal como manda a tradição. Esta é a tradicional consoada de muitos nós. 

Este ano a Missa do Galo foi à meia noite, então voltamos novamente ao adro da igreja. Aproveitamos o calor do madeiro para aquecer as mãos que o frio nos gelou pelo caminho. Na torre da Igreja, batem as doze badaladas, são horas de ir à Missa. O vento vindo de Norte entra pelas portadas da igreja que entretanto, se encontram entreabertas dando as boas vindas a quem queira participar. Começa então a celebração da Missa do Galo.

A alegria instala-se na harmonia dos presentes. Algo de fantástico se sente no ar neste momento que é único durante todo o ano. Afinal a Missa do Galo não é dada todos os dias.

É chegada a hora do beijar do Menino. De uma forma muito natural, forma-se então entre os participantes, numa fila única em sentido ao Altar-Mor da Igreja onde se encontra instalado o Sr Padre que carrega em suas mãos a imagem do Menino Jesus entretanto retirada do presépio criado logo ali ao lado.

O coro da Igreja canta o "ENTRAI, PASTORES, ENTRAI..." e cada um de nós, tenta acompanhar nas partes que mais conhece.



Entrai, pastores, entrai,
Por este portal a dentro;
Vinde adorar o Menino,
No seu santo nascimento.

Entrai, pastores, entrai,
Por este portal sagrado;
Vinde adorar o Menino,
Numas palhinhas deitado.

Pastorinhos do deserto
Todos correm para o ver;
Trazem um e mil presentes,
Para o Menino comer.

Ó meu Menino Jesus,
Convosco é que eu estou bem;
Nada deste mundo quero,
Nada me parece bem.

Ó meu Menino Jesus,
Ó meu Menino tão belo,
Só vós quisestes nascer
Na noite de caramelo!

Alegrem-se os céus e a terra,
Cantemos com alegria,
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria.


Já cá fora, o madeiro espera-nos uma vez mais para dar o seu calor. Aproveitamos para nos aquecermos do frio que nos vai "abalando". As Boas Festas são a palavra de ordem entre os que por ali se encontram e resistem ao frio, nem que seja por momentos.

É fácil de perceber que a festividade e a tradição do Natal vividas na nossa aldeia, estão bem presentes deste dos nossos antepassados e que, sem dúvida, será de nossa obrigação, passar o testemunho aos nossos filhos.

Para recordar e dar a conhecer a todos os que nos visitam por este mundo fora, quero aqui deixar alguns testemunhos da Missa do Galo 2011.



















Votos de Boas Festas.

xxcucoxx

21 de dezembro de 2011

Toca (A23)... e foje (pelas nacionais)

Eis a resposta dos utentes à cobrança de portagens no caso da A23 (Auto estrada da Beira Interior).


"No primeiro dia de portagens, dia 8, comparado com idêntico feriado de 2010, a A23 registou uma quebra de tráfego de 42 por cento nos sub-lanços com portagem.


SE ALGUÉM esperava o contrário, desengane-se. A palavra de ordem foi mesmo: “ fuga”. Entre o primeiro dia de cobrança de portagens (quinta-feira, dia 8, feriado nacional) na A23, comparado com idêntico feriado de 2010, registou-se uma brusca diminuição de tráfego na via. A média apurada de todos os sub-lanços da Auto-estrada da Beira Interior determinou uma diminuição de tráfego de 38,1 por cento relativamente ao mesmo dia de 2010. Ou seja, numa via que tem uma média diária de passagem de cerca dez mil veículos, tal representa uma diminuição de mais de três mil veículos em circulação. Mas se tivermos apenas em conta os sub-lanços com portagens, a quebra foi ainda mais acentuada: menos 42,3 por cento.


Outro facto que merece destaque a partir dos dados de tráfego a que o JF teve acesso é que é nos sub-lanços localizados nos distritos de Castelo Branco e Guarda que se registam as diminuições mais significativas de tráfego, nomeadamente de Alcains para Norte. O troço onde houve a maior quebra foi o de Alcaria – Covilhã Sul, onde se registou a passagem de menos 52,75 por cento de veículos. Segue-se a quebra no sub-lanço Guarda – Benespera (menos 49,6 por cento), Belmonte Norte – Benespera (menos 49,5 por cento) e Belmonte Sul – Belmonte Norte (decréscimo de 47,8 por cento). Outro dos troços com uma quebra significativa é precisamente aquele que se situa após os túneis da Gardunha.

Outros dos números a que o JF teve acesso referem-se à forma de pagamento de quem continuou a utilizar a A23. Assim, no dia 8 de Dezembro, quase 57 por cento dos automobilistas pagaram a portagem através do Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM), enquanto que 43 por cento passaram pela via sem este sistema, tratando-se, portanto de um pagamento que irá ser feito posteriormente nas estações do correio ou na rede payshop. Neste caso, o sistema instalado nos pórticos da auto-estrada fotografou a matrícula do veículo e o seu proprietário terá alguns dias úteis para proceder à regularização da dívida."



Fonte: http://www.jornaldofundao.pt/noticia.asp?idEdicao=105&id=7946&idSeccao=981&Action=noticia





Link: http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Transito-intensificou-se-na-estrada-nacional-18-para-fugir-ao-pagamento-na-A23.rtp&headline=20&visual=9&article=507823&tm=8


xxcucoxx

14 de dezembro de 2011

Um Natal genuíno é na Aldeia

Madeiro 2011


O Natal está prestes. Sem dúvida, uma das quadras festivas mais importantes do ano e que a muitos de nós, mais nos diz. Não pelo termo associado aos centros comerciais que nos habituaram ao consumismo irresponsável mas sim pelo facto de comunhão e paz entre os nossos mais queridos que são a família.

Aqui, o sentimento de Natal é algo de genuíno que se demonstra em cada gesto. É impossível descrevê-lo, só mesmo vivendo-o.

Os ventos frios sopram sobre a Gardunha e, pelos seus penedos, chegam à aldeia. As largas paredes de granito que compõem as casas, são o único refúgio. A lareira acesa, acolhe os que vão chegando. O crepitar das labaredas de lume é algo que nos comove pois, são gestos da nossa infância e que já mais esqueceremos.

Sem grandes luxos e tudo muito simples, a família começa a juntar-se ao borralho da lareira enquanto aquela velha e preta panela, ao lume, começa a ferver o que nos servirá de jantar. Batatas e estalos de couve colhidos ainda agora da horta, será a nossa refeição da consoada. O bacalhau também coze num outro recipiente.

A harmonia instala-se na família. É a noite de Natal. Tudo é calmo, tempo pára, o dia anda devagar, a tarde não chega, a noite é longa.

Cá fora, as chaminés fumegam todas elas para o lado em que o vento sopra. É Natal….

Estamos então na consoada (24 de Dezembro) e o jantar está pronto. Vamos então jantar em família. Bacalhau cozido com batatas e couve e para sobremesa, temos rabanadas e filhoses (feitas dias antes) e por fim, bolo-rei ou rainha.

Após o jantar e já com loiças e cozinha arrumadas, vamos então em conjunto, até ao adro da igreja. Aqui esperamos o madeiro. Um enorme conjunto e paus, entenda-se troncos de árvore de grande porte, que ali foram colocados pelos “rapazes do ano”. O propósito é aquecer os que por ali se reúnem a caminho da Missa do Galo. Um “vira de um lado e vira do outro”, lá nos vamos aquecendo até chegar a hora da Missa.

Aqui, e já neste ambiente, sente-se a paz e harmonia entre os presentes. Neste compasso, as conversas são as mais variadas.

Entretanto o sino da igreja dá as 12 badaladas, hora da Missa do Galo. Um feito que ninguém gosta de perder, desde ao mais velho, ao mais novo.

A Missa é celebrada com tudo o seu rigor e respeito. No seu final, é dado o Menino a beijar. Ao cantar do "Ó meu Menino Jesus", forma-se entretanto, uma fila no sentido ao altar-mor onde nos espera o Sr Padre com a imagem do Menino Jesus a dar a beijar aos que o assim pretendam fazer. Um acto único e de serenidade quando se conjuga a meia-noite numa noite da Natal. O presépio está ali ao lado.

Terminada a Missa, espera-nos lá fora o madeiro que nos servirá de pré-aquecimento até chegarmos a casa. Por ali, uma multidão de gente se junta e mantém pois afinal é a noite em que nasceu o Menino e por isso é dia de festividade.

Nos últimos anos, têm sido organizados festejos a fim de manter a malta até horas mais tardias mas, tem-se notado que o madeiro continua a ser o centro das atenções e é ali que, até altas horas da noite, se juntam concertinas, cavaquinhos e guitarras e ali fazem a grande parte da festa entre os populares.

Aqui, as prendas materiais não contam e a falta delas não é sentida. A grande a maior prenda que se podemos dar, é nossa presença junto dos presentes (familiares e amigos).

Votos de Boas Festas.
 
xxcucoxx

3 de dezembro de 2011

Percorrer a A23 vai custar 19,30 eur. Um luxo.



Acabaram-se os adiamentos e sucessivas dúvidas quanto a preços a praticar na Autoestrada da Beira Interior. O Decreto Lei n.º 111/2011 decreta a entrada o pagamento das portagens na A23 já no próximo dia 8 de Dezembro.

A viagem vai custar nove cêntimos por quilómetro, dois cêntimos a mais do que na auto-estrada entre Lisboa e Porto (A1), onde os 271 quilómetros entre as portagens de Alverca e Grijó custam 19,95 euros.

Contudo, haverá isenção para as 10 primeiras viagens de cada mês para cidadãos e empresas locais.

Um pormenor importante é que a partir do momento em que uma viatura passa por um pórtico, o sistema informático calcula o tempo máximo que pode demorar até passar pelos seguintes para os englobar na mesma viagem, "sendo previstas paragens de meia hora por cada estação de serviço".

Os preços a cobrar nos 16 pórticos da A23 para a classe 1 são os seguintes (os valores para as classes 2, 3 e 4 multiplicam por 1,75, por 2,25 e por 2,5, respectivamente):

A1 - Entroncamento: 1,20 euros
Entroncamento - Constância Oeste: 1,10 euros
Constância Oeste - Abrantes Oeste: 1,00 euros
Abrantes Oeste - Mouriscas: 1,10 euros
Mouriscas - Gavião: 1,30 euros
Gavião - Gardete: 1,25 euros
Gardete - Perdigão: 1,35 euros
Perdigão - Sarnadas/Retaxo: 1,50 euros
Sarnadas/Retaxo - Castelo Branco Hospital: 0,90 euros
Castelo Branco Hospital - Alcains: 1,05 euros
Alcains - Soalheira: 1,15 euros
Soalheira - Fundão Sul: 1,20 euros
Fundão Sul - Covilhã Norte: 1,50 euros
Covilhã Norte - Belmonte Norte: 1,55 euros
Belmonte Norte - Benespera: 0,80 euros
Benespera - A25/Pinhel: 1,35 euros


Vejamos um caso particular de um automobilista se faça deslocar, através da A1 e A23, com origem em Lisboa e destino a Louriçal do Campo, desde que usando unicamente estas vias de circulação, em termos de portagens (A1) e pósticos (A23), o preço rondará os 17,30 eur por cada viagem. Se esse mesmo automobilista sentir necessidade de regressar, serão mais outros 17,30 eur, (já lá vão 34,60 eur). Sumemos-lhe o custo de combustível, para as 2 viagens (sem voltinhas pelo meio), na ordem dos 60 eur (se for gasóleo). Feitas as contas, serão nada mais que nada menos que 94,60 eur no seu valor total.

Não esquecendo que estamos num período em que o orçamento familiar se encontra nas "lonas", é fácil concluir que uma visita ás nossas famílias e origens, hoje em dia, torna-se um comportamento e acto de luxo.

Ok, alguém diz: "Mas é quase ali e que são 2 horas e um quarto de viagem". Pois, mas custa quase 100 eur (vinte contos da moeda antiga). Um roubo!!! Sem medos de dizer: Um Roubo.....

Não querendo fazer referências ás alternativas de locomoção (que iremos guardar para outra oportunidade futura), não é aceitável, de todo, este gasto total para se percorrer 250 km.

Sou e sempre fui defensor do "utilizador, pagador" mas, é um roubo que se quer praticar nestas "coisas" de luxo que nos levam ao Interior de Portugal.

As facadas ao Interior têm sido de considerar. Esta mais uma que, de certa forma, o deitará a baixo.

Num outro dia, em conversa com um também oriundo das nossas origens (Interior), me dizia: "A A23 foi "de graça" para nos trazer de lá, agora teremos que a pagar para voltar. Não volto".

Dá que pensar....

xxcucoxx