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29 de agosto de 2012

Notícia de última hora - Saldo positivo nos festejos de S.Fiel e Sto.António, 2011/2012




Agora mesmo, por volta das 22:30 horas, foram lançados e rebentados no céu que pertence ás estrelas, os últimos foguetes anunciando saldo positivo relativo à realização dos grandes festejos em honra de S. Fiel e Sto António, ano 2011/12.

A exactidão das contas finais será apresentada à população nos meados do próximo mês de Setembro.

Um grande bem-haja aos presentes e a todos os contribuintes que, uma vez mais, permitiram a a continuação da realização de tais e grandiosos festejos.

Um especial agradecimento à Organização, pelo seu empenho, esforço e sacrifício.

Felicidades para a Organização, ano 2012/2013.

xxcucoxx

24 de agosto de 2012

A Marouva


Chegaram as tão merecidas férias grandes de verão. Estamos em Louriçal do Campo tal como muitos outros filhos desta terra. Oportunidade única para o convívio descontraído entre familiares, amigos e conhecidos. O relógio parece só registar duas horas nas tantas 24 horas que compõem o dia. A hora de almoço e de jantar. As outras, quase que passam sem que impeçam a descontracção e tranquilidade do meio envolvente.

Nos momentos de maior descontracção e entre amigos, sempre vem um que começa. As narrações são próprias e vividas na primeira pessoa nos seus momentos de infância. Atrás do primeiro, vem o segundo e terceiro que assim, também dão continuidade às suas peripécias de miúdos.

Por cumplicidade ou não, todos narram algo e sempre relacionado com a MAROUVA.

A Marouva é um termo regional de Castelo Branco que significa exactamente roubar frutas nos quintais e quintas dos arredores das povoações.

Óra, em redor deste termo, muitos foram os meloais, cerejeiras e romãzeiras que foram “assaltados” pelo luar da noite. Alguns, até mesmo, se dedicavam à marouva nos galinheiros.

Não se tratava de um facto mais apropriado e digno dos jovens que se estariam a formar em adultos mas, por vezes a companhia e até mesmo algumas dificuldades, levava-nos a isto.

Hoje, quase que já não quem vá à marouva. A juventude de hoje passou a ter outros hábitos e formas de convivência.

Será bom ? Será mau? Enfim, os tempos futuros o dirão.

xxcucoxx

6 de agosto de 2012

Da espiga ao grão de trigo


Lembro-me como se fosse hoje. A sementeira do trigo era feita no mês de Março com o auxílio dos pesados arados entretanto atrelados ao novo e emblemático tractor amarelo Messey Ferfunson, que o meu avô comprou no início da primavera, ao representante da marca, na cidade do Fundão. Estaríamos, por volta dos anos de 80 (mais coisa, menos coisa).


No monte da Olis, propriedade dos Veríssimos e que o meu avô (o Ti Zé Maria Varanda) explorou largos anos, ali entre muitos e muitos sobreiros foram semeados muitos e muitos grãos a grãos de trigo.

O clima primaveril ocupava-se da sua criação. Espiga grande e de bago grosso, era o que se pretendia. “É o render do trabalho” – Como dizia o meu avô!

A época de trabalho mais intenso era declarada entre os meados de Julho e Agosto com a ceifa do trigo.




Trabalhava-se de sol a sol. Os vigorosos braços de trabalho de muitos homens e mulheres ceifavam, com a ajuda da foice, o trigo que por sua vez, era colocado sob o solo em forma de pequenos magotes. A foice servia ainda para separar outras ervas que no meio dele nasceram. Este trabalho, normalmente era feito pelos elementos da familia e amigos que eram falados antecipadamente para o feito.

Mais tarde, e para simplificar este trabalho árduo, surgiram as ceifadoras motoras que muito facilitaram este trabalho tão custoso.
Por de trás, vinha então o tractorista, o meu tio Joaquim Simão de tractor novo. Em velocidade de 1ª baixa, por vezes, era eu que o conduzia em marcha lenta sob o restolho que o trigo dera lugar. Um homem de cada lado e outro em cima do reboque, a azafama tal que, através de longas forquilhas, os dois homens lançavam os magotes de trigo para o reboque. Enquanto o outro homem ajeitava a “carrada” para mais poder caber.
As descargas eram feitas, sob forma organizada, num enorme leirão a descoberto e ao sol para que ali, as espigas acabassem de secar.

Contudo, numa das idas à feira do gado, (que se realizava todas as segundas-feiras no antigo lugar da Devesa, em Castelo Branco), onde todos os agricultores da região se juntavam para o negócio, era combinado o dia da malha. O Sr. Ganito da Póvoa da Ataláia (não sei se ainda é vivo), mas era ele, na altura, o proprietário da mais moderna malhadeira da região e que, por isso, teria que ser ele o contratado para malhar o trigo do meu avô.

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Uma emblemática máquina amarela que, coberta de correias em movimento, fazia cuspir a palha para um lado e o grão para o outro. Lembro-me que os meus olhos seguiam atentamente, correia após correia, todas elas em movimento a fim de tentar perceber o funcionamento do seu interior.

A minha avó, entretanto, era a dona da cozinha. A sopa de feijão ou grão era feita na panela de ferro ao lume porque aquelas bocas tinham de ser alimentadas para dar continuidade aos trabalhos. Chegada a hora de almoço, a mesa estava posta. Eram homens e mulheres (muitos) que ocupavam os dois bancos de correr da mesa principal da cozinha. A posta de bacalhau e batatas cozidas, era o prato a seguir à sopa. A salada de tomate também não podería faltar.

Os trabalhos eram retomados, entretanto. O pó fino da palha, alojava-se ao céu-da-boca, por isso, era importante a presença, (e sempre abundante) da água fresta logo ali ao lado.

Após a faina, seguia-se um momento de descontração para a “bucha” enquanto que o Sr Ganito, proprietário da malhadeira, tratava da sua manutenção para outro dia trabalho que, normalmente, era logo ali mais a baixo no Ti Valentim.

Entretanto, o grão de trigo eram levado para a cuba e o palha era deixada a secar para mais tarde ser apanhada para proveito dos animais pela altura do inverno. 

Obs: Pela ausência de fotos da propriedade do autor, recorreu-se a fotos que circulam na net.

xxcucoxx

3 de agosto de 2012

Programa de festas S. Fiel e Sto António' 2012





Olá a todos.

Foi-me hoje enviado por um membro da Comissão de festas para divulgação a todos vós, (que ao qual, agradeço), o programa de festas em honra a S. Fiel e Sto António a realizar-se já no próximo 4º fim-de-semana de Agosto do corrente ano.

Á primeira vista, parece-me um programa muito interessante e adequado tendo em atenção a conjuntura económica e financeira das famílias portuguesas.

Apesar de tudo, haverá certamente um contributo de todos nós para que a concretização de tais festejos se realizem pelo melhor tendo em conta a sua continuidade.

Estou certo de que, todos nós, seremos capazes de dar o nosso contributo, tanto á realização dos presentes mas também de futuros festejos que, certamente, serão realizados.

Bem sei que, os tempos que vivemos são são os melhores mas, com a força da vontade de cada um de nós, seremos capazes de manter e dar continuidade a esta tradição festiva que remonta aos passados anos de 1930 (aproximadamente).

Tratando-se de uma tradição e por isso, contaremos com a vossa e sempre presença e muita boa vontade em ajudar porque afinal, a festa é de todos e para todos nós.

PS: Clique nas imagens para uma melhor visão sob o programa festivo.

Obrigado.

xxcucoxx

1 de agosto de 2012

14º Convívio ARFAL' 2012



Como tem sido habitual, todos os sábados dos festejos anuais em honra de S.Fiel e Sto António, realizar-se-á no próximo dia 25 de Agosto de 2012, o 14º Convívio dos amigos e ex-executantes da Sociedade Filarmónica de Louriçal do Campo - ARFAL.

A diversão está prometida, portanto, as inscrições estão abertas. Aproveita mais este momento de alegria e confraternização entre amigos.

O momento mais alto, terá inicio ás 13 horas no recinto de festas para o almoço entre os participantes. 

xxcucoxx