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15 de setembro de 2013

Um fim de tarde com Joaquim Nicolau





Hoje, aqui por Lisboa, fomos ver um verdadeiro espectáculo de comédia cuja participação (em parte), ficou a cargo do nosso amigo, conterrâneo e actor Joaquim Nicolau. Uma participação brilhante, coisa de se lhe tirar o chapéu, de facto.

Estivemos com ele, oferecemos-lhe um miminho particular da nossa terra, que muito agradeceu. Uma pessoa humilde (tal como o conhecemos) que, na companhia da sua irmã e sobrinhos, prontamente nos identificou como sendo famílias de Louriçal do Campo, aldeia que o criou.

Fica o sentimento de gratidão, amizade e orgulho por ser mais um dos tantos filhos que Louriçal do Campo criou e que pelos cinco lugares do mundo, triunfam.

"Espetáculo com texto de Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira, encenação de Adriano Luz, voz off de Helena Isabel, interpretação de Joaquim Nicolau, António Melo, Almeno Gonçalves e Fernando Ferrão.

"Loucura dos 50" conta a história de quatro amigos que se encontram uma noite para comemorar a festa do quinquagésimo aniversário de Quim Fonseca, isto quando Xavier Santos, António Sousa e Manuel Ribeiro já ultrapassaram a também a fasquia dos 50.

Há uma mão cheia de anos que estes amigos não se reúnem. António Sousa, o psicólogo, mudou-se temporariamente para o estrangeiro, fruto de uma paixão. Xavier Santos esteve detido injustamente. 

E Quim Fonseca (guionista) e Manuel Ribeiro (produtor de tv) chatearam-se. Embora tivessem trabalhado juntos durante todos estes anos, fizeram-no sempre de costas voltadas... Tanto que Quim Fonseca nem o convida para a sua festa dos 50 anos. São os amigos que decidem levá-lo, com o intuito dos dois porem para trás das costas o motivo do rompimento da amizade... Motivo esse que vamos descobrindo ao longo da peça, que decorre em duas partes: o início da noitada e o depois da noitada. Ou seja, desde o pretensioso "diz que faz" ao mentiroso "diz que fez"...

Durante a hora e meia de "Crise dos 50" fazemos uma viagem cómica - mas ao mesmo tempo real - ao universo dos homens de 50 anos: os seus problemas, os seus desejos, os problemas para matar os desejos... e muita gabarolice, claro, que também faz parte."

Em Teatro Villaret.

Fonte "http://tmnentradalivre.sapo.pt/eventos-pagos/12650"


xxcucoxx

9 de setembro de 2013

Contas S.Fiel e Sto António - Ano de 2013


Foram ontem, dia 8 de Setembro, apresentadas ao povo as contas relativas aos festejos em honra de S. Fiel e Sto. António – Ano de 2013 ocorridas no final do mês passado.
 


Se me permitem, dois ou três reparos quanto ao tema.

De uns anos a esta data, tem-se verificado algumas dificuldades a respeito da realização da festa civil. O envelhecimento da população e a ausência dos mais novos parece ser uma das principais dificuldades apontadas, até porque, entre eles, quase todos já foram mordomos em anos anteriores.

Ao longo dos anos, o modelo festivo tem sofrido alterações significativas obrigando assim a sua adaptação às circunstâncias.

Até acerca de sete / oito anos atrás, a angariação de verbas necessárias para a realização dos festejos anuais de verão iniciava-se logo pelo Natal ainda desse ano e Carnaval do ano seguinte.

Desta feita, permitia desde logo, a concentração de fundos monetários e tão necessários às primeiras despesas da festa principal da Aldeia. Hoje em dia, já não é possível fazê-lo dada a escassez de meios, nomeadamente humanos.

Em geral, os orçamentos praticados nos festejos anuais de verão sempre foram considerados excessivamente elevados. Ainda, a frágil conjuntura em que vivemos actualmente limita de todo o consumo, reflectindo-se também a nível festivo.

Os tempos que decorrem obrigam a medidas de contracção. O orçamento apresentado nas contas de 2013, quando comparado com o ano anterior, registou um decréscimo em cerca de 17%. Pressupõe tratar-se, desde já, da aplicação de uma medida correctiva à tendência.

Em suma, parece ser convicta a necessidade de adaptação e aplicação de novos modelos, capazes de garantir a sustentabilidade e continuidade da festa civil. A festa é de todos e para todos.

Os parabéns, mais que merecidos, à Organização.

xxcucoxx

6 de setembro de 2013

A Saudade




Após um período quase que em modo de pausa, voltamos ao trabalho e deixamos para trás as férias em família e o convívio entre amigos que fizeram parte do mês de Agosto.

Tal como em anos anteriores, é por esta altura, que as ruas de Louriçal do Campo se enchem de alegria com a chegada dos filhos e amigos da aldeia que fazem vida por fora. A calmaria do dia-a-dia dá lugar a um movimento quase que estranho aos residentes. Naturalmente que a realização dos festejos anuais de Agosto também marca o seu contributo.

Nos últimos três anos tem-se registado uma maior afluência à aldeia durante o período de verão. Provavelmente, a crise que assombra o país poderá ser apontada como uma das principais razões desse fenómeno.

Terminado Agosto, chega Setembro. As malas voltam a ser feitas, os carros partem para lá do alcance da vista ficando os residentes de lágrima no olho. O quotidiano volta à pacatez entre os moradores.

Para os que partem, fica a inevitável mágoa de o terem de fazer mas, de olho rasteiro, deixam esperanças da uma próxima visita.

Embora Louriçal do Campo não seja de terra demarcada, há ainda aqueles que não resistem em cultivar o seu próprio vinho. Nestas alturas, a necessidade de mão-de-obra é elementar à colheita das uvas. Assim, muitos dos que partiram há cerca de um mês, voltam para ajudar na tarefa e fazer mais uma visita.

xxcucoxx