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19 de fevereiro de 2014

Jogos dos meus tempos...





Hoje, vivi em memória, a nostalgia dos jogos tradicionais que jogávamos nas ruas da aldeia enquanto crianças. As ruas de terra batida que, mais tarde foram calcetadas por pequenos cubos de cimento e granito, juntavam as várias crianças que por ali viviam perto.
 
Entre o jogo do cinto, de futebol e do mundo, nós os rapazes, jogávamos também ao jogo do berlinde. Mais conhecido, “ao bilas”.
 
Neste jogo de rua, os participantes podiam ser vários desde que tivessem, no mínimo, um “bilas” no bolso das calças.
 
Jogava-se habitualmente num espaço plano, de terra batida, no qual se faziam três covas em linha, afastadas entre si, cerca de 50 cm.
 
Para se poder identificar quem seria o primeiro no jogo, cada participante lançava o seu “bilas” para a cova mais afastada. O que conseguisse fazer o seu “bilas” entrar na cova, ou ficar mais perto dela, dava início ao jogo, determinando-se, assim, a ordem de saída dos jogadores.
 
Cada participante tentava colocar o seu berlinde sucessivamente em cada uma das três covas, lançando-o com os dedos, e tendo direito a avançar um palmo para dar "impulso".
 
Quando o jogador conseguia fazer chegar o seu berlinde à última cova, retomava o mesmo percurso no sentido oposto e de seguida, à cova do meio, para poder ganhar o direito a "matar".
 
Ao concluir o percurso, o jogador ganhava esse direito e assim tentar atingir o berlinde dos outros jogadores, para poder vencer o jogo.
 
Para facilitar o percurso, o jogador podia ainda acertar nos berlindes dos adversários, ganhando o direito à cova que, nessa jogada, pretendia alcançar.
 
Se, por acidente, o berlinde do adversário caísse numa cova não desejada, esse berlinde, teria de ser retirado com três lançamentos contra o mesmo. Se o lançador falhasse, perdia a sua vez sendo que o berlinde do adversário iria ganhar a posição daquela cova passando-se a vez de jogo ao adversário.
 
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