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20 de dezembro de 2014

O musgo no presépio…

Como qualquer um nós, na minha tenra idade enquanto crianças, fomos habituados a fazer o presépio.
 
Assim, dias antes do dia festivo, munidos dos utensílios necessários, recorríamos à mãe natureza para dela colher dela o mais belo e verde musgo.
Colhido com muito cuidado, era trazido para casa. Entretanto, o local ideal já estaria escolhido para confiar as mais belas imagens feitas de barro que, guardadas desde o ano anterior, iriam uma vez mais, encantar a um espaço apreciado em nossas casas.
O efeite do musgo no presépio
 
Montado o cavalete, colocava-se a mesa que seria coberta por um manto verde – o musgo-, cujo seu sentido seria o imaginário mando de relva.
As figuras, essas, eram colocadas cuidadosamente de forma que estivessem, todas elas, direccionadas ao local mais emblemático do presépio – A caverna onde seria o nascimento do Menino Jesus.

As pequenas farpas de algodão entretanto postas sob esse manto verde, serviam para figurar a neve imaginária tão natural das noites frias.

O pinheiro era, normalmente colocado imediatamente atrás da já referida caverna. Enfeitado com fitas coloridas, bolas e estrelas. Já mais tarde, as luzes que piscavam incessantemente, vieram dar ainda mais alegria ao nosso presépio.

Este ambiente entretanto criado, vivia-se até ao dia de Reis (6 de Janeiro do ano seguinte) pois, segundo a tradição, foi neste dia que o Jesus Cristo terá recebido a visita dos três Reis Magos.
Passados alguns dias, chegava a hora de recordar mas também de desfazer do presépio para tudo voltar ao ambiente normal. Todo este cenário entretanto criado dava espaço a um lugar vazio mas também com a esperança de mais ano bom.

xxcucoxx

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