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6 de abril de 2015

Castelo Velho (Gardunha) - Uma obra da natureza sob outro olhar


A minha última visita à Serra da Gardunha, (propriamente dita), foi para fotografar neve que caiu num frio fim-de-semana de Janeiro. Foi de uma visita “relâmpago” que, deixou vontade de voltar e, por isso o fiz agora por estes dias da Páscoa.

Desta vez, de forma planeada e com um objectivo definido por antecipação. Fotografia nocturna até ao lugar de Castelo Velho -Serra da Gardunha-.

A caminho do Castelo Velho - Serra da Gardunha

E porque à noite “todos os gatos são pardos”, estendi o convite a um amigo conhecedor também da técnica fotográfica que, prontamente se disponibilizou para fazer companhia e conhecer o que para ele era desconhecido.

Á hora marcada, encontramo-nos no ponto de encontro. Trocámos meia-dúzia de palavras para tentar esquecer o fresquinho da noite e lá nos pusemos a caminho. As viaturas ficaram devidamente estacionadas na via pública de terra batida.

Iniciámos então, por nossa conta e risco, a árdua caminhada até ao cume que nos iria elevar até aos 1.200 metros de altitude, aproximadamente.




A lua cheia que se fazia sentir, garantiu-nos uma enganadora luz natural pois as densas nuvens, por vezes, não nos eram aleadas. Era uma questão esperar que elas passassem. Aproveitamos então esses momentos para escolher os melhores cenários para dar o “gosto ao dedo” e tentar o foco ideal (que à noite, não é nada fácil) e, tendo em conta as circunstâncias da luz natural, os melhores tempos de exposição essenciais à obtenção do melhor resultado fotográfico.


Já lá encima e depois de muito caminhar, do nosso nado direito, aguardava-nos então o soldado. Uma forma granítica cuja figura assemelha-se à cabeça de um soldado que nos garantia que estávamos no local certo.

O soldado - Figura granítica
 Era dado o momento de deixar o caminho pedestre de más condições de circulação para dar lugar ao “pedra entre pedra” com direcção ao Cabeço do Galo (local Castelo Velho – Gardunha). Eram então 1h30m da manhã (…) e os cuidados passaram a ser redobrados dada a vasta e incerta vegetação.
 
Cabeço do Galo - Serra da Gardunha
Finalmente, o ponto mais alto (...). O Cabeço do Galo estava ali quase nas nossas mãos mas que inertemente, não nos serviu de refúgio à pequena e fria aragem que se fazia sentir àquela hora. Eram então, 2h00m da manhã de 04 de Abril de 2015.


Cenários nocturnos - Cabeço do Galo

Explorar Castelo Velho a estas horas da manhã, é na verdade, uma experiência fantástica, única e inigualável. Os cenários, os cheiros, os insectos, as flores, as luzes do horizonte (…), enfim, tudo se transforma num maravilhoso cenário onde tudo se conjuga de forma inexplicável.

Trata-se de um trajecto que oferece algum nível de risco, resistência e até mesmo de dificuldade. Contudo, devidamente bem equipados e em companhia, RECOMENDO…

xxcucoxx

3 comentários:

Carabinieri disse...

Espectacular! Muito bom o resultado das fotos.

Em noite de lua nova também deve dar um resultado interessante!

Fez bem em se fazer acompanhar, ir a solo pode ser perigoso à noite, sublinho também que nessa zona é frequente rondarem os caes do pastoreio, não são amistosos, quando passo por essa zona de btt tenho alguma atenção aos canitos.

Edgar Magro disse...

Belas fotos... como já é hábito :)

xx cuco xx disse...

Alguma desfocagem em algumas pois, de noite e sem referência, não é fácil conseguir o melhor resultado e, por vezes, até nos esquecemos de colocar outras práticas como solução, Enfim… teremos de lá ir novamente para testar outras técnicas.

Sim é verdade, por vezes, os canitos de pastoreio andam por lá. Fazem parte dos rebanhos que por ali se alimentam e pernoitam nas poucas casas que existem nos baixios do Castelo Velho. Também há gente a qualquer hora do dia e de noite. Previamente à subida à Serra, tivemos a preocupação de falar com as pessoas certas que nos assegurasse alguma confiança a esse respeito.

Três da manhã, aquando da descida, fomos confrontados com a presença de um javali de meio porte. Atravessou a estrada e tivemos ali um momento de pausa para o apreciar. Em poucos segundos, deu um salto para a vegetação e ninguém mais o viu. Uma experiência muito agradável, de boa companhia e, ficou a vontade de repetir.

Bem-haja a todos,

xxcucoxx