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25 de abril de 2015

Dia da Liberdade (Um obrigado)


Lisboa, 25 de Abril de 1974

Quando se deu o 25 de Abril de 1974, tinha eu cerca de 6 meses de vida e portanto, encontrava-me recatado em casa na companhia da minha mãe. A minha avó paterna morrera entretanto por esses dias e, portanto, viviam-se dias de luto.

Conta a minha mãe que a manhã do dia 25 desse ano, foi uma manhã relativamente agitada. A população saiu á rua graças ás vozes da rádio que se fazia ouvir. O medo instalou-se sem se saber bem como, e o seu porquê. Algo teria acontecido bem longe da pacatez, lá para os lados da capital chamada Lisboa. Ao mesmo tempo, o sentimento era de paz pois os mais chegados (entenda-se, familiares mais próximos), encontrariam por perto.

O meu pai, na altura, prestava serviço militar. Estava com licença de férias por uma semana. Havia necessidade de alimentar uma família e por isso, aproveitava os dias de licença para lavrar terras do meu avô a troco de algum dinheiro que lhe era dado ao final do dia de trabalho.

Minha mãe, essa grande mulher e de garra, mediante tal agitação socialmente estranha, pegou-me ao colo e, dirigiu-se à casa dos meus avós onde estaria o meu pai que, após ter-lhe contado o sucedido, acalmou-a.

No final do dia e de regresso a cada, os comportamentos sociais estavam apaziguados como se nada se tivesse passado.

Este é o relato que consigo dos meus pais e relativo ao dia tão importante que foi para Portugal, em 25 de Abril de 1974 em Louriçal do Campo.

Agora com quase 42 anos de idade e 41 de liberdade, olho em frente e vejo um vazio que me atormenta cada dia que passa. Uma incerteza que paira no ar sem qualquer esperança futura. Uma vida intitulava no “day by day” sem quaisquer planos futuros porque, até esses já mos roubaram.

Tanto como tantos, tenho uma família em que aposto diariamente mas que me impossibilitam de planear o seu futuro. Desacreditei na esperança dos governantes deste pseudo-país que tão pequeno, e que ninguém quer saber (…). Olho em meu redor e vejo um desgoverno querendo governar mas também outros corruptos que já nem sei a cor do seu colarinho. Deixei de acreditar em tudo e em todos. Vivo um dia de cada vez (…).

Viva a liberdade ou pelo menos, a liberdade de expressão. Essa sim, agradeço-a a todos os que por ela lutaram.

Bem-haja e votos de um feliz dia da liberdade. Viva o 25 de Abril.

xxcucoxx

2 comentários:

Anónimo disse...

Boa noite, tomei conhevimento do seu site sobre Louriçal do Campo, onde existe uma página dedicada há história da Telescola.

Se me permite gostiria de acrescentar algumas insformções que penso ser um pouco relevantes.

A Telescola no inicio chamava-se "Telesca de S. Fiel" porque estava a cargo do Instituto homonimo, ao qual se deveu a sua criação para poder ministrar este tipo de educação aos seus alunos e também aos jovens da freguesuia.

Com a conhecida polémica no Instituto no inico dos anos 90, que levou aos seu encerramento provisória a Telescola que contava já com uma tremenda degradações dos seus pavilhões/salas, mudou se para escola básica do Louriçal numa das salas onde no 1º piso onde continuou a funcionar desde 1994 a 1998 (data do seu encerramento).

Acho que esta informação é importate para se incluir na história da Telescoal em Louriçal do Campo.

Mas para se perceber melhor a razão do seu encerramento, e isto digo apenas por ser uma informção meramente informativa, no final dos anos 90 o ensino obrigatóripo por lei passou do 6º para o 9º ano, ditando assim a "morte" das telescolas em meios mais rurais, estado fez assim um investimento em escolas maiores com escolaridade até ao 9º para para aglomar mais os jovens das populução, nasceu assim a Escola de São Vicente da Beira fehando as telescolas das freguesias em seu redor.

xx cuco xx disse...

Boa noite Amigo "Anónimo". Felicito-o pelo seu passeio ao site de Louriçal do Campo que, se permite, embora tenha sido o seu autor do mesmo, é um espaço que é de todos os que fazem parte de Louriçal do Campo. O objectivo primordial da ideia (que levou 6 anos a ser concebido dada a necessidade de recolha de informação), foi o de dar a conhecer ao mundo, Louriçal do Campo, no seu todo. Entrei em variadíssimos assuntos (alguns mais delicados que outros), contudo, o objectivo concretizou-se com a publicação em público no passado mês 04/2014.´

Reconheço a complexidade, a exaustão e conhecimentos técnicos que foram necessários para conseguir tal feito. Mas ela está feita e prima pela boa vontade de ter sido feita com base na qualidade de informação reunida que, no meu parecer, poderá ser considerada de "bom grande".

Há de certo elementos que não foram considerados, uns por desconhecimento, outros porque foram considerados desajustados ao propósito.

Irei analisar em detalhe a informação que me enviou (que agradeço) e, dentro do conceito, se achar por bem, será adicionada com o intuito de enriquecimento, ainda mais deste espaço que é de todos nós.

Um agradecimento muito especial pelo sem contributo positivo.

Cumprimentos,

xxcucoxx