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11 de novembro de 2015

Quentes e boas (...)


Castanha Assada

Eramos novatos. Com idades compreendidas entre os 6 e os 10/11 anos portanto, eramos alunos da escola primária (nome designado na altura) da aldeia. A comemoração do dia de São Martinho traduzia-se num dia de azáfama entre todos os alunos da escola. Dos mais novos aos mais velhos (…). Era dia de fazer o magusto.

Sob orientação das professoras, eram os rapazes que se encarregavam de reunir a mais seca caruma possível dos pinhais que nos levavam perto do lugar da Tapada Nova pois, todos os anos era ali que se fazia o magusto. Aproveitava-se o dia para brincar ao ar livre.

Depois de reunida a caruma suficiente, os adultos (normalmente as auxiliares – Ti Inês e Ti Ana) pegavam o fogo e adicionavam as castanhas para que assassem. Era tarefa das raparigas garantir que as castanhas estavam convenientemente assadas.


Depois de assadas e com ajuda de rudimentares paus improvisados no momento, eram retiradas para o lado para serem comidas por todos os presentes.

Havia sempre aqueles que se faziam mais espertos que outros. Passavam as mãos pelas cinzas da caruma queimada e enfuscavam a cara dos mais pequenos.

Com o decorrer dos anos, os magustos nas escolas foram perdendo as suas características, por razões práticas e de segurança. Mantém-se o convívio, comem-se castanhas mas aquela fogueira no chão, as castanhas a assar lá dentro e os miúdos a retirarem-nas com um pauzinho, é algo que pertence ao passado.

Aos amigos e visitantes deste espaço, votos de um bom dia de São Martinho.

xxcucoxx