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19 de julho de 2011

"Para nós, é importante que as pessoas voltem"


Para uma leitura mais facíl, recomenta-se pág 8 e 9, em: http://www.adraces.pt/ficheiros/conteudos/1305727272Viver17.pdf


Eis o retrato de Louriçal do Campo presente. De forma clara e bem representada, a Presidente de Junta, Paula Reis, descreve os pontos fortes e pontos fracos da Freguesia. O combate à desertificação é o ponto mais alto tendo por prioridade o problema da fixação de pessoas originada pela falta de infra-estruturas que permitam a criação de postos de trabalho para os jovens.

Louriçal do Campo está envelhecido. Necessita de sangue jovem com vontade de interagir na resolução de assuntos de maior importância. A desertificação e a criação de postos de trabalho, são temas quentes.


Em minha opinião, as forças politicas, nomeadamente, o estado e a autarquia, estão na frente como causadores e principais responsáveis por este flagelo. Para os mais esquecidos, recordo que, a estas entidades é incumbida a obrigação de promover, estimular, apoiar a adopção de medidas politicas e operacionais que não condicionem o bem estar e a felicidade das populações que compõem as aldeias e, esta atitude não está a ser praticada.

O estado é detentor de grande parte dos terrenos circundantes a Louriçal do Campo. Embora tenham existido tentativas de negociação por parte da autarquia no sentido de adquirir partes destes terrenos, o estado não cedeu. A falta de terrenos adequados que promovam ao urbanismo é também um outro problema para Louriçal do Campo.

Por outro lado, vejamos que a força eleitoral (n.º de votantes) de Louriçal do Campo, não é determinante para as conquistas partidárias na autarquia, por isso, é natural que passemos para segundo plano quanto ao investimento por parte da autarquia.

Os Censos 2011(Informação preliminar) apontam para um crescimento populacional e habitacional na cidade de Castelo Branco. E as aldeias? Alguém se esqueceu delas? Como consequência, vem o abandono e de seguida, a desertificação.

Á cerca de um mês atrás, alguém me dizia que, no futuro, Louriçal do Campo não será mais que uma bela colónia de férias para os que estão fora e que daí saíram. Penso, com muita angústia e alguma tristeza, nesta afirmação, pois não quero sequer acreditar nela, mas penso !!!

xxcucoxx

6 de julho de 2011

Portagens nas Scut avançam em Setembro


"A cobrança de portagens nas Scut A22, A25, A23 e A24 "deverá avançar em Setembro", confirmou à agência Lusa fonte ligada às negociações. O assunto está a ser tratado em reuniões das concessionárias com uma comissão de negociação dos contratos, não havendo ainda uma data exacta definida. A perspectiva é de que até ao final do mês "sejam publicados em Diário da República os preços a praticar" nas quatro Scut. Após a publicação oficial, "as concessionárias deverão ter um mês para implementar a cobrança".

 
 
Mas que bela notícia para quem se tinha esquecido de que se tratava de um projecto adiado desde o passado mês de Abril.
 
Mais uma facada ao Interior do país. Mais custos equivale a menos visitas. Resultado final: Menos gente presente...
 
"Ir para fora cá dentro", fica complicado! Será que "ir para fora mas para fora" ficará mais barato??? Começamos a fazer contas.....
 
Para reflecção....
 
 
 
xxcucoxx 

Transportadora corta circuitos por falta de passageiros



Adianta o Jornal do Fundão na sua edição Online de 30 de Junho de 2010 que, devido à falta de passageiros, as empresas transpostadoras irão eliminar vários circuitos de Castelo Branco a acesso a algumas aldeias. A começar pelo circuito Castelo Branco – Orvalho mas que outras se encontram já em estudo.

Entre outros, o circuito Castelo Branco – Casal da Serra está em cima da mesa para análise.

A diminuição da população nos meios rurais, é por uma vez mais, apontada como causa principal da eliminação de serviços a favor da população que, por si já, se encontra tão débil.

Óra bem, se o circuito Castelo Branco – Casal da Serra vai deixar de ser rota até agora assegurada pela transpostadora actual, das duas uma, ficará Louriçal do Campo como terminal ou, pura e simplemente, deixará de ter esse circuito.

Se Louriçal do Campo vier a tornar-se como terminal do circuito, para já, estará garantido o transporte mas, o que será do futuro? Até quando haverá passageiros suficientes para que este circuito se garanta? Não nos podemos esquecer de que é nas estremidades que os cortes começam !!

Vamos aguardar pelas decisões e depois logo se verá.

Foto: Jornal do Fundão

xxcucoxx

30 de junho de 2011

As tendências demográficas na Beira Interior - Info préliminar Censos 2011


"O Distrito de Castelo Branco perdeu 5,8 % da sua população face a 2001 (12 mil habitantes). São os dados preliminares dos Censos 2011". Assim começa a notícia publicada no Jornal "A Reconquista" - Edição 3407 de 30 de Junho de 2011.



A angústia e, sobretudo a tristeza, instala-se dentro de nós quando são lidas estas palavras. Bastaram 10 anos (digo 10 anos), para se perder quase 6% da população residente no Distrito. De facto, dá que pensar...


Tal fenómeno era inevitável mas, para ser franco, não esperava que o flagelo fosse tão acentuado.
Os elevada taxa do envelhecimento, os baixos índices da taxa de natalidade mas, sobretudo a deslocação populacional (devidos pela falta e fracas oportunidades de emprego), são apontadas como as principais causas desta desertificação que afronta a Beira Interior, mas também todo o interior do país.


Olhemos, em particular, para a realidade de Louriçal do Campo. Uma aldeia que tudo teve e agora nada tem. Onde estão o n.º de empregos que o Colégio de S. Fiel deixou para trás? Onde estão agora os Sres que tudo prometeram mas que pela pequena influência politica pelo nº de votantes, nada fizeram? As infra-estruturas tanto prometidas e a criação de postos de trabalho?? Nada...


Claro que a criação e melhoramento das vias públicas são essenciais aos desenvolvimento, mas não chega. Para que possam ser úteis e levadas como investimento, necessitam de ter o seu retorno. Faltam pessoas para que se desloquem a caminho dos seus empregos. Pois, outro grande e grave problema.......


Esta é a prova que, de uma vez por todas, as forças politicas detentoras dos poderes de decisão terão de, num futuro muito próximo, olhar para esta realidade. Caso contrário, corremos o risco de, em breve, termos aldeias fantasmas em que nem a água da rede, nem a electricidade, merecerão da sua manutenção porque não haverá ninguém para a beber nem a utilizar.


Uma outra questão que me deixa indignado. Diz o Jornal do Fundão – Edição Online de 30 de Junho de 2011 que: “O embate demográfico é violento e faz-se sentir em distintas dimensões e, salvo duas excepções, a perda é generalizada por toda a geografia da Beira. Esta é a tradução da realidade que os resultados preliminares do Censos 2011, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, agora traz à luz da evidência. Só os concelhos de Castelo Branco e Vila de Rei ganham população. O distrito de Castelo Branco perdeu 12 mil habitantes e o da Guarda 19 mil. Fundão já está abaixo dos 30 mil habitantes. Covilhã perde, mas mantém-se acima da barreira dos 50 mil residentes”.


Ora bem, fica aqui uma questão para reflexão: a) Mas afinal para que nos serve a aproximidade e a presença de belas vias de circulação tais como a A23? Cativa ao regresso ou ao abandono do Interior??


...É o que me vai na alma...

xxcucoxx