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5 de outubro de 2011

101 anos depois da Proclamação da República Portuguesa. E o respeito ???



A República, nos dias de hoje, a meu ver, vale o que vale. O seu termo encontra–se desenquadrado aos tempos modernos. Quem nos concedeu a liberdade de expressão no ano de 1910, terá com toda a certeza o seu louvor e mérito pelos seus feitos.

Passados 101 anos, coloco em questão todas as suas consequências. Pois que os que são presos, passam a ser colocados em libertade, os que julgam, passam a julgados, e aos outros que mal fazem, nada lhes acontece nesta sociedade. O máximo que lhes pode acontecer é ir para casa com termo de identidade.

Entramos num ciclo que ninguém se consegue entender e venham lá mais leis para frustrar cada vez mais o mais honesto.

Estes últimos episódios que atormentam a sociedade nacional, (Joões Jardins, Isaltinos Morais, Casas Pia, (...)) mas que será deles? Mas afinal, ninguém paga pelos seus feitos indevidos e que tanto colocaram em questão seus princípios de cidadão democrático ao serviço do país??? Porque razão da existência dos recursos nos tribunais? Só vejo duas razões explicativas. * Forma desrespeitosa para quem paga impostos para toda esta estrutura orgânica e funcional dos tribunais para que os seus funcionários gastem a ponta dos dedos a lamber folhas e mais folhas de papel; *E, forma de colocar pessoas a “encher chouriços” pelo seu trabalho diário que, quando “espremido”, o resultado do seu trabalho perante a sociedade, não dá em cada. Por isso, estamos no fosso onde estamos. A isto, dá-se o nome de trabalho "nulo" porque em nada contribui para o PIB do país, de que tanto necessitamos.

Contudo, estou expectante que de facto a democracia moderna, pela equidade que tanto defende, seja a mesma a colocar esses tantos jovens que por aí andam de boné ao lado e com calças ao fundo do rabo, a prestar as suas responsabilidades cívicas, nomeadamente, o seu contributo para efeitos de riqueza nacional assim como as suas contribuições para a Seg. Social em vez de andarem por aí a vadiar as ruas e ao mesmo tempo a puxar as calças até meio do rebo.

A este momento, sinto-me honrado por contribuir de forma positiva para esta democracia e nosso bem-estar em sociedade mas, pergunto-me: Até quando?

Amigos, conseguimos chegar ao outro lado do mundo que não é nosso! Estamos perdidos com a democracia deste século.

xxcucoxx

30 de setembro de 2011

Freguesias vão reduzir. Nota negativa!



"O Documento Verde da Administração Local divulgado na segunda-feira impõe "a redução significativa" do número de freguesias, "dando-lhe escala, dimensão e novas competências, e apostando nas políticas de proximidade"

fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=2028727

Neste contexto, já há quem fale que Louriçal do Campo ficará em breve, sem sede de Junda Freguesia. Lardosa, Tinalhas ou São Vicente da Beira, poderão ser o "estado general" das Freguesias mais próximas. Não aceito tal ideia  mas, atendendo ás conjunturas do país, terei de dar de "barato". Obviamente que, para esses habitantes, será de todo um momento de incómodo, quando por necessidades diversas, terão de se fazer deslocar pelos seus próprios meios, aquando da resolução de assunto mais delicados junto desta entidade. Enfim, consequências da modernidade social.

É de minha opinião que, o desgoverno tem sido total. Sou, por vezes, criticado por ser apologista das ideias do Dr. Medina Carreia, mas, uma vez em regime democrático, as verdades têm de ser ditas e doa a quem tiver de doer.

Não sejamos tontos de uma vez por todas!! Convencemo-nos de uma vez por todas de que, todos nós não passamos de meros e insignificantes "números". E são estes que ditam os pareceres mediante estatísticas. Em qualquer tipo de análise crítica, não fará sentido a existência de uma sede de Junta de Freguesia em que através dos ditos "números", as pessoas morrem e  não nascem a título de compensação. E por sermos meros "números" (neste aspecto), quem manda, manda bem.

Gostaria de não entrar em particularidades (até porque as tenho, e provas não são poucas) mas, Louriçal do Campo encontra-se num fosso em que neste momento, não apresenta quaisquer competências dignas de criação de portefólios estratégicos afim do dinamismo tão necessário.  Provavelmente por falta de verbas cedidas por parte do Município.

Portanto, do que ainda vai havendo, já é pouco e do pouco que há, ainda será retirado quanto antes. Pergunto: O que será de futuro dos espaços que se vão esvaziando?? Junta, Escola? Que fazer deles? O tempo de crise, poderá traduzir-se em oportunidades. Sabemos bem que o actual Centro de Dia, funciona mesmo e só em regime diurno. Porque não, aproveitar o edifício das escolas, após algumas remodelações, nomeadamente, intrusão de elevadores e, aproveitar aquele espaço digno de uma extensão ao Centro de Dia. Os idosos iriam beneficiar de um espaço que lhes  oferece-se um estado de conforto de 24 horas/dia sob administração deste Centro.

Como alguém diz e que é residente em Louriçal do Campo "a nossa terra, não passará de uma pequena e insignificante colónia de férias para os seus filhos".

Meus amigos, é com muita mágoa que expresso o que me vai na alma mas, é para aqui que caminhamos. Sejamos realistas, por favor.

xxcucoxx

21 de setembro de 2011

Das vindimas à aguardente

Chegada a altura, (nos inícios do mês de Setembro), entre vales e planícies, dá-se a apanha da uva, dominada por vindima.


Hoje, tanto a recolha como o transporte das uvas, é feito com a ajuda de maquinaria moderna. Esta maquinaria passa também pelo esmagamento das mesmas que dantes era feito com a ajuda de um utensílio chamado sarindão.



Por este tempos, em Louriçal do Campo, já terão terminado as vindimas. Passados 7 dias, está na altura de fazer a muda do vinho. E o que fazer ao bagaço? Entenda-se como bagaço,  restos dos cachos de uva espremidos durante os dias de fermentação.

Haverá actualmente pouca gente que se dedique ao aproveitamento do bagaço para dele conseguir um liquído de elevado teor de álcool cujo nome se domina por aguardente. Bem precioso não só para o mata bicho do rigoroso Inverno mas também para deliciar os nossos belos bolos feitos no forno a lenha.

Com o propósito de fazer um "reset" á máquina das memórias, vamos tentar aqui reviver os momentos que outrora eram dedicados à conquista desse bem precioso - a aguardente.

O alambique é um utensílio feito em cobre, constituído por vários elementos (a pota é constituída por três peças: um recipiente de grande porte e arredondado onde se coloca o bagaço (pote), outro dominado por cabeça e um ou dois tubos que atravessam um tanque de água fria para que possa ser feita a condensação dos vapores. As junções das peças são vedadas com massa de cinza para não deixar passar o vapor.




Tomadas as peças e utensílios necessários, vamos à forma como fazer.

Feito o lume e de forma constante (usa-se lenha de carvalho, castanheiro ou torgos de urzes) colocando-se o alambique por cima, enche-se o recipiente maior com o bagaço quase até ao topo e deixava-se ferver. Durante a fervura é libertado vapor que sai por um tubo no cimo do pote, passa pela cabeça e saia já na forma líquida para um garrafão ou garrafa.

À medida que a aguardente era feita (com o mesmo bagaço), vai ficando mais fraca. Torna-se necessário a prova para sabermos se ainda apresenta um elevado teor de álcool. Quando este apresenta um teor de menor grau, retira-se esse bagaço e coloca-se outro para recomeçar a destilação.






Trata-se de um processo demorado que carece de muita paciência porque a aguardente sai pelo tubo em pequenas quantidades. Para criar "fio" e dar sabor, é normalmente utilizada uma folha verde de laranjeira.


xxcucoxx

8 de setembro de 2011

Preços portagens A23: 0,08 eur / Km

Olá a todos,

Parece que já se encontra definido o preço / Km percorrido na A23 que deverá rondar os oito cêntimos por Km.

Façamos contas: Ora se da saída de Lisboa, mais propriamente das portagens de Alverca (A1) até ás portagens de Torres Novas (entrada na A23), nos dias de hoje, já pagamos 5,65 eur, some-se mais cerca de 145 Km de A23, que custará a módica quantia de 11,60 eur (para uma viatura tarifada a classe 1).

Fazendo as contas no seu total (A1 mais A23), lá se vão cerca de 17 eur só em portagens para uma viagem de Lisboa com destino a Louriçal do Campo. Se a intenção foi de ir e voltar, passa ao dobro, ou seja, 34 eur só em portagens.

Como os preços do combustível estão pela hora da morte, a 1,37 eur / litro de gasóleo (valor médio a 08-09-2011), e se um automóvel fizer médias de 6,5 litros / 100 Km, ( por baixo), irá gastar, na viagem de ida e volta, um valor aproximado de 42 eur. E não se esqueçam que para isto, é necessário que o automóvel fique parado á porta de casa até ao dia de fazer a viagem de volta.

Meus amigos, reparem bem, 44,7% do gasto total é em portagens. Coisa que não cabe na cabeça da pessoa mais inteligente à face da terra. Já nem equaciono a questão das motos que, com apenas duas rodas, continuam a ser tarifadas como um automóvel de de quatro rodas (Classe 1). É uma aberração!!! 

Conclui-se assim que, se todos os meses do ano, e se pela autoestrada A1 e A23 foi feita uma unica viagem de Lisboa a Louriçal do Campo e viceversa, a brincadeira ficará entre os 900 eur e 1.000 eur. Valará a pena estar aqui a encher o c* a gulosos?? 

Não temos volta. Quase que somos obrigados, de novo, à frequência assídua na EN10 que ainda nos vai permitindo fazer um xixi pelo caminho, quando e no local que quisermos. Ok, são 4 horas de quase meia de viagem, mas deixo de perder 34 eur em portagens e mais algum em combustível porque aqui as velocidades são mais controladas.

Para quem já o tempo levou em memória, fica aqui o trajecto que teremos que retomar, isto se não formos abonados naquilo que já não existe, o EURO.



Mais uma facada ao Interior deste nosso país. 

Trata-se de uma vergonha nacional. Será que terei orgulho em ser português (p pequeno)?

xxcucoxx