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9 de outubro de 2011

O despovoamento chegou de régua e esquadro na mão



"O despovoamento chegou de régua e esquadro na mão

Um terço das freguesias do concelho do Fundão estão comprometidas segundo os novos critérios. Este é o primeiro retrato do que pode mudar na Região. Seguem-se Covilhã e Castelo Branco

ESTALOU o chicote de mais uma ameaça de reforma administrativa do território que, nos pressupostos mais profundos, pouco se alterou desde a última grande intervenção no território, pela mão de Mouzinho da Silveira.

Os critérios vieram recentemente expostos à nação no Documento Verde da Reforma da Administração Local e a mensagem que se tem feito passar é a de que esta reforma é para avançar sem hesitações, reconfigurando o mapa nacional já para nas próximas eleições autárquicas de 2013.

O Documento Verde está em discussão pública e as sugestões para a alteração ou criação de novos critérios começarão a chegar a Lisboa de todos os pontos do país.

Para já, nos territórios municipais a conjuntura é feita com o que foi emanado do gabinete do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. E os grandes critérios estabelecidos foram estes: os municípios ficarão distribuídos por três patamares, segundo a sua densidade populacional: mais de 500 habitantes por quilómetro quadrado; entre cem e 500 habitantes por quilómetro quadrado e menos de cem habitantes por quilómetro quadrado. As freguesias, essas, ficarão associadas a três tipologias: Área Predominantemente Rural (APR), Área Maioritariamente Urbana (AMU) e Área Predominantemente Urbana (APU).

O concelho do Fundão insere-se na tipologia de concelhos com menos de 100 habitantes por quilómetro quadrado (tem 44 habitantes por quilómetro quadrado) e a esmagadora maioria das 31 freguesias do concelho estão em espaço predominantemente rural. "

Por Edição Online de Jornal do Fundão, de 06-10-2011


xxcucoxx

5 de outubro de 2011

101 anos depois da Proclamação da República Portuguesa. E o respeito ???



A República, nos dias de hoje, a meu ver, vale o que vale. O seu termo encontra–se desenquadrado aos tempos modernos. Quem nos concedeu a liberdade de expressão no ano de 1910, terá com toda a certeza o seu louvor e mérito pelos seus feitos.

Passados 101 anos, coloco em questão todas as suas consequências. Pois que os que são presos, passam a ser colocados em libertade, os que julgam, passam a julgados, e aos outros que mal fazem, nada lhes acontece nesta sociedade. O máximo que lhes pode acontecer é ir para casa com termo de identidade.

Entramos num ciclo que ninguém se consegue entender e venham lá mais leis para frustrar cada vez mais o mais honesto.

Estes últimos episódios que atormentam a sociedade nacional, (Joões Jardins, Isaltinos Morais, Casas Pia, (...)) mas que será deles? Mas afinal, ninguém paga pelos seus feitos indevidos e que tanto colocaram em questão seus princípios de cidadão democrático ao serviço do país??? Porque razão da existência dos recursos nos tribunais? Só vejo duas razões explicativas. * Forma desrespeitosa para quem paga impostos para toda esta estrutura orgânica e funcional dos tribunais para que os seus funcionários gastem a ponta dos dedos a lamber folhas e mais folhas de papel; *E, forma de colocar pessoas a “encher chouriços” pelo seu trabalho diário que, quando “espremido”, o resultado do seu trabalho perante a sociedade, não dá em cada. Por isso, estamos no fosso onde estamos. A isto, dá-se o nome de trabalho "nulo" porque em nada contribui para o PIB do país, de que tanto necessitamos.

Contudo, estou expectante que de facto a democracia moderna, pela equidade que tanto defende, seja a mesma a colocar esses tantos jovens que por aí andam de boné ao lado e com calças ao fundo do rabo, a prestar as suas responsabilidades cívicas, nomeadamente, o seu contributo para efeitos de riqueza nacional assim como as suas contribuições para a Seg. Social em vez de andarem por aí a vadiar as ruas e ao mesmo tempo a puxar as calças até meio do rebo.

A este momento, sinto-me honrado por contribuir de forma positiva para esta democracia e nosso bem-estar em sociedade mas, pergunto-me: Até quando?

Amigos, conseguimos chegar ao outro lado do mundo que não é nosso! Estamos perdidos com a democracia deste século.

xxcucoxx

30 de setembro de 2011

Freguesias vão reduzir. Nota negativa!



"O Documento Verde da Administração Local divulgado na segunda-feira impõe "a redução significativa" do número de freguesias, "dando-lhe escala, dimensão e novas competências, e apostando nas políticas de proximidade"

fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=2028727

Neste contexto, já há quem fale que Louriçal do Campo ficará em breve, sem sede de Junda Freguesia. Lardosa, Tinalhas ou São Vicente da Beira, poderão ser o "estado general" das Freguesias mais próximas. Não aceito tal ideia  mas, atendendo ás conjunturas do país, terei de dar de "barato". Obviamente que, para esses habitantes, será de todo um momento de incómodo, quando por necessidades diversas, terão de se fazer deslocar pelos seus próprios meios, aquando da resolução de assunto mais delicados junto desta entidade. Enfim, consequências da modernidade social.

É de minha opinião que, o desgoverno tem sido total. Sou, por vezes, criticado por ser apologista das ideias do Dr. Medina Carreia, mas, uma vez em regime democrático, as verdades têm de ser ditas e doa a quem tiver de doer.

Não sejamos tontos de uma vez por todas!! Convencemo-nos de uma vez por todas de que, todos nós não passamos de meros e insignificantes "números". E são estes que ditam os pareceres mediante estatísticas. Em qualquer tipo de análise crítica, não fará sentido a existência de uma sede de Junta de Freguesia em que através dos ditos "números", as pessoas morrem e  não nascem a título de compensação. E por sermos meros "números" (neste aspecto), quem manda, manda bem.

Gostaria de não entrar em particularidades (até porque as tenho, e provas não são poucas) mas, Louriçal do Campo encontra-se num fosso em que neste momento, não apresenta quaisquer competências dignas de criação de portefólios estratégicos afim do dinamismo tão necessário.  Provavelmente por falta de verbas cedidas por parte do Município.

Portanto, do que ainda vai havendo, já é pouco e do pouco que há, ainda será retirado quanto antes. Pergunto: O que será de futuro dos espaços que se vão esvaziando?? Junta, Escola? Que fazer deles? O tempo de crise, poderá traduzir-se em oportunidades. Sabemos bem que o actual Centro de Dia, funciona mesmo e só em regime diurno. Porque não, aproveitar o edifício das escolas, após algumas remodelações, nomeadamente, intrusão de elevadores e, aproveitar aquele espaço digno de uma extensão ao Centro de Dia. Os idosos iriam beneficiar de um espaço que lhes  oferece-se um estado de conforto de 24 horas/dia sob administração deste Centro.

Como alguém diz e que é residente em Louriçal do Campo "a nossa terra, não passará de uma pequena e insignificante colónia de férias para os seus filhos".

Meus amigos, é com muita mágoa que expresso o que me vai na alma mas, é para aqui que caminhamos. Sejamos realistas, por favor.

xxcucoxx

21 de setembro de 2011

Das vindimas à aguardente

Chegada a altura, (nos inícios do mês de Setembro), entre vales e planícies, dá-se a apanha da uva, dominada por vindima.


Hoje, tanto a recolha como o transporte das uvas, é feito com a ajuda de maquinaria moderna. Esta maquinaria passa também pelo esmagamento das mesmas que dantes era feito com a ajuda de um utensílio chamado sarindão.



Por este tempos, em Louriçal do Campo, já terão terminado as vindimas. Passados 7 dias, está na altura de fazer a muda do vinho. E o que fazer ao bagaço? Entenda-se como bagaço,  restos dos cachos de uva espremidos durante os dias de fermentação.

Haverá actualmente pouca gente que se dedique ao aproveitamento do bagaço para dele conseguir um liquído de elevado teor de álcool cujo nome se domina por aguardente. Bem precioso não só para o mata bicho do rigoroso Inverno mas também para deliciar os nossos belos bolos feitos no forno a lenha.

Com o propósito de fazer um "reset" á máquina das memórias, vamos tentar aqui reviver os momentos que outrora eram dedicados à conquista desse bem precioso - a aguardente.

O alambique é um utensílio feito em cobre, constituído por vários elementos (a pota é constituída por três peças: um recipiente de grande porte e arredondado onde se coloca o bagaço (pote), outro dominado por cabeça e um ou dois tubos que atravessam um tanque de água fria para que possa ser feita a condensação dos vapores. As junções das peças são vedadas com massa de cinza para não deixar passar o vapor.




Tomadas as peças e utensílios necessários, vamos à forma como fazer.

Feito o lume e de forma constante (usa-se lenha de carvalho, castanheiro ou torgos de urzes) colocando-se o alambique por cima, enche-se o recipiente maior com o bagaço quase até ao topo e deixava-se ferver. Durante a fervura é libertado vapor que sai por um tubo no cimo do pote, passa pela cabeça e saia já na forma líquida para um garrafão ou garrafa.

À medida que a aguardente era feita (com o mesmo bagaço), vai ficando mais fraca. Torna-se necessário a prova para sabermos se ainda apresenta um elevado teor de álcool. Quando este apresenta um teor de menor grau, retira-se esse bagaço e coloca-se outro para recomeçar a destilação.






Trata-se de um processo demorado que carece de muita paciência porque a aguardente sai pelo tubo em pequenas quantidades. Para criar "fio" e dar sabor, é normalmente utilizada uma folha verde de laranjeira.


xxcucoxx