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25 de março de 2012

O Actor Joaquim Nicolau pelas suas origens



Recebi hoje, através de um comentário de um visitante anónimo que não se quis identificar, um link relativo a uma pequena reportagem ao famoso e actor Joaquim Nicolau, natural de Louriçal do Campo, que por estes dias, anda em trabalho por Castelo Branco.

Não quero adiantar-me muito mais pois convido-vos a visitar o link.


xxcucoxx

18 de março de 2012

Falta de Vontade? Não sei...



Não é considerada histórica mas, sem dúvida que Louriçal do Campo é uma das mais lindas e belas aldeias de Portugal. A sua localização geográfica, na vertente sul da escarpada Serra da Gardunha, dá-lhe todo o seu valor.

Considere-se que Louriçal do Campo tem uma, senão das mais bonitas entradas que uma aldeia poderia ter. O Santuário da N. Sra de Fátima merece-nos todo o seu acolhimento e respeito quando damos entrada nesta aldeia. Um espaço acolhedor mas que, actualmente, certamente que nenhum nossos antepassados o gostariam de viver. Quero relembrar aqui, os seus bem-feitores que, na década de 40 (anos de 1940) contribuíram de forma activa para a sua construção. O Sr Padre Agostinho, Sr. Manuel Roberto, Sr. Luís Santiago, Sr. Francisco Sequeira (o velho), D. Emília, D. Maria, D. Assunção e Sr. José Cabral e seus filhos.

Ao que parece, advertências entre “pequenos peloiros”, estão na origem do impedimento ao regadio e manutenção das áreas verdes (que quase já não o são) do Santuário. A “fonte luminosa”, chamada água de regadio, está a cerca de 100 metros deste local e, ao que conseguimos apurar, o parecer da “Engenharia local” concluiu que “peso de água” não é o suficiente para que a mesma seja levada ao espaço em questão.

Para quem não sabe, fica desde já a saber que, a água que para ali está direccionada e que neste momento a 100 metros do espaço em foco, passa, toda ela, pelas bombas que alimentam e fazem a circulação de águas na piscina de S. Fiel e que, desde que desviada por mecanismos próprios, (o que é possível), a mesma, é canalizada para o tanque que se situa próximo ginásio, mais conhecido pelo “ginásio de S. Fiel”. Aqui, encontra-se uma outra bomba de água que bombeia a água até ao seu limite mais alargado de canalização existente.

Neste momento, o seu limite, está localizado no “antigo pomar de S. Fiel”, que hoje, pertence a Louriçal do Campo / Castelo Branco, (arredores do Santuário da Nossa Sra. de Fátima). Ora bem, mas afinal onde está o problema? 100 metros de canalização? Ou mais o que? Quando custa 100 metros? Que se expliquem os que se acharem com essa obrigação.
Uma coisa é certa. Aquele espaço está numa "verdadeira vergonha" (com o devido respeito pelo termo) aos olhos do povo de Louriçal do Campo e aos de quem visita esta aldeia que poderia ter mais para dar e não dá.…. (Com o devido respeito aos seus bem-feitores).

Fazemos aqui este reparo com o intúito de alerta e na expectativa de melhoramentos das infraestruturas existentes pois, a experiência que temos tido neste sentido, tem sido positiva.

Este não será tema oportuno para falarmos sob a gestão dos resíduos mas que se aglomeram indevidamente junto aos caixotes do lixo. Tratar-se-á de um outro post muito brevemente.

xxcucoxx

11 de março de 2012

Cabeço do Galo e Castelo Velho, logo ali ao lado...


Cá de baixo, é bem visível aquele rochedo que alguém um dia, por parecer com a uma crista de galo, lhe deu o nome de Cabeço do Galo.


O Cabeço do Galo é uma formação rochosa granítica que se situa no alto do Castelo Velho na vertente sul da Serra da Gardunha, a cerca de 1.100 mtos de altitude. Surge como uma janela que atravessa um grande bloco granítico.


A Serra da Gardunha, aquele colosso de granito que se ergue de forma escarpada sobre um vasto plano de Castelo Branco, atingindo os 1.227 metros no seu ponto mais alto. A sua cobertura de uma vegetação composta por castanheiro, sobreiro e o pinheiro bravo vai até aos 800 metros de altitude. Os seus cumes despidos parecem-se com castelos arruinados.





São frequentes aqui, acumulações de blocos graníticos “in situ” respeitando o sistema de fracturas que lhes dão origem, conhecidos individualmente como “Tor”.






Tal como o Cabeço do Galo, outros geossítios interessantes, como por exemplo, a pedra bolideira, as gnammas ou pias, assim como a bola granítica com fracturação poligonal e o bloco fendido (classificados como Imóvel de Interesse Municipal), podem ser observados através da realização do percurso pedestre PR1 –Rota da Gardunha, a partir de Louriçal do Campo.

De facto, um passeio bem agradável que nos permite conhecer melhor o que nos rodeia.

Ficam os testemunhos fotográficos para deixar água na boca.

xxcucoxx

Mas que seca !!!




De miúdo, lembro-me do rigor dos Invernos. Não só do frio mas também da chuva. Passavam-se dias e dias a chover. As águas do Rio Ocreza saltavam do seu leito inundando os terrenos mais baixos impedindo até mesmo a circulação de pessoas quanto mais de motor.


Os fenómenos atmosféricos enquadravam-se bem nas estações do ano. Se chovia com abundância, estávamos certamente na estação do Inverno, se o sol era abrasador, estávamos no Verão e entre os meses de Julho e Agosto.

Actualmente, e para ser franco, parece-me que passámos de quatro a duas estações do ano. Ora tanto faz sol num dia e chuva no outro a seguir, ora passam-se meses sem uma pinga de chuva em pleno inverno.

O passado mês de Outubro de 2011 foi extremamente quente e em Dezembro desse mesmo ano (mês que em geral contribui com a maior quantidade de precipitação no território) o nível de precipitação foi quase zero.

Estamos em 2012. Os meses de Janeiro e de Fevereiro entretanto já passaram e chuva, essa que é boa, nem vê-la. Os campos estão secos e já se sente muita dificuldade na alimentação dos animais que deles se alimentam.

O mês de Março, tem continuado igualmente quente, com temperaturas a rondar os 20graus. Céu limpo e sem nuvens o que por si só, é mau sinal. Acabei de consultar a meteorología e uma coisa é certa, até ao próximo dia 19, não deverá chover.

As reservas de água nas barragens estão a baixar de nível, os produtos hortícolas estão a ficar mais caros e .... (tudo o resto como consequência directa da falta de precipitação).

No caso em particular de Louriçal do Campo, a pouca água que ainda vai havendo nos poços, já está a ser retirada para regadio de alguns e poucos verdes destinados á alimentação dos animais. Quando for necessária para as regas de Verão, certamente que já não haverá mais água armazenada. Os seus habitantes questionam-se sobre o cultivo de suas hortas. Valerá a pena cultivar para depois, não ter água para regar? Esta é questão que corre de boca em boca e que ninguém tem resposta válida.

Num dia destes, alguém me lembrava o ditado “Abril, águas mil”. Normalmente o mês de Abril, costuma pregar-nos partidas com trovoadas momentâneas que por vezes, deixam mais estragos que benefícios. Neste momento, face à seca que atravessamos, com ou sem estragos, todos esperamos que chova e depressa para bem de todos.


xxcucoxx