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27 de março de 2012

DOMINGO DE RAMOS


O Domingo de Ramos é celebrado no domingo que antecede o de Páscoa e que por excelência, dá inicío à Semana Santa. Celebra-se assim a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples e humilde que, o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado daí, ter a certeza que era o Messias anunciado pelos Profetas, mas estaría enganado no tipo de Messias que ele era. Pensava que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão. Como prova do contrário, Ele entra na cidade de Jerusalém, montado num jumentinho,

Desta forma, o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando ramos de oliveira e palmeiras. Os ramos simbolizam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".

Os Ramos benzidos lembram-nos que somos baptizados e filhos de Deus, participantes da Igreja e defensores da fé católica.

Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direcção ao Calvário, mas que se chegaremos à Ressurreição.

Louriçal do Campo não se esquece também de celebrar o Domingo de Ramos. A miúdagem torna belas as imediações da Capela de S. Sebastião (ponto de partida para a Igreja Matriz de S. Bento), com altos e muito bem compostos ramos de loureiro, entretanto enfeitados com rosas de camélia e, qual deles o mais alto. Na entrada da Igreja, são estes os que terão de ser mergulhados para que possam então conseguir entrar pelo belo portado da Igreja. Lá dentro, começam entretanto as cerimónias religiosas assim como também, a bênção dos Ramos.

De facto, uma imagem muito interessante e digna de ser visitada, senão participada por todos.

Dá-se então a entrada na Semana Santa. Um motivo de atracção de muitas pessoas a esta Aldeia que veste de roxo o Senhor dos Paços na noite de 5ªfeira Santa. Uma procissão digna de participar que não deixa ninguém indiferente. Ali “vive-se” o caminho em direcção ao Calvário por Aquele que um dia Ressuscitou por nós.
Desde já, um convite muito especial a todos os visitantes deste espaço, para que estejam presentes neste dia tão simbólico e claro, sempre em Louriçal do Campo.

xxcucoxx

25 de março de 2012

O Actor Joaquim Nicolau pelas suas origens



Recebi hoje, através de um comentário de um visitante anónimo que não se quis identificar, um link relativo a uma pequena reportagem ao famoso e actor Joaquim Nicolau, natural de Louriçal do Campo, que por estes dias, anda em trabalho por Castelo Branco.

Não quero adiantar-me muito mais pois convido-vos a visitar o link.


xxcucoxx

18 de março de 2012

Falta de Vontade? Não sei...



Não é considerada histórica mas, sem dúvida que Louriçal do Campo é uma das mais lindas e belas aldeias de Portugal. A sua localização geográfica, na vertente sul da escarpada Serra da Gardunha, dá-lhe todo o seu valor.

Considere-se que Louriçal do Campo tem uma, senão das mais bonitas entradas que uma aldeia poderia ter. O Santuário da N. Sra de Fátima merece-nos todo o seu acolhimento e respeito quando damos entrada nesta aldeia. Um espaço acolhedor mas que, actualmente, certamente que nenhum nossos antepassados o gostariam de viver. Quero relembrar aqui, os seus bem-feitores que, na década de 40 (anos de 1940) contribuíram de forma activa para a sua construção. O Sr Padre Agostinho, Sr. Manuel Roberto, Sr. Luís Santiago, Sr. Francisco Sequeira (o velho), D. Emília, D. Maria, D. Assunção e Sr. José Cabral e seus filhos.

Ao que parece, advertências entre “pequenos peloiros”, estão na origem do impedimento ao regadio e manutenção das áreas verdes (que quase já não o são) do Santuário. A “fonte luminosa”, chamada água de regadio, está a cerca de 100 metros deste local e, ao que conseguimos apurar, o parecer da “Engenharia local” concluiu que “peso de água” não é o suficiente para que a mesma seja levada ao espaço em questão.

Para quem não sabe, fica desde já a saber que, a água que para ali está direccionada e que neste momento a 100 metros do espaço em foco, passa, toda ela, pelas bombas que alimentam e fazem a circulação de águas na piscina de S. Fiel e que, desde que desviada por mecanismos próprios, (o que é possível), a mesma, é canalizada para o tanque que se situa próximo ginásio, mais conhecido pelo “ginásio de S. Fiel”. Aqui, encontra-se uma outra bomba de água que bombeia a água até ao seu limite mais alargado de canalização existente.

Neste momento, o seu limite, está localizado no “antigo pomar de S. Fiel”, que hoje, pertence a Louriçal do Campo / Castelo Branco, (arredores do Santuário da Nossa Sra. de Fátima). Ora bem, mas afinal onde está o problema? 100 metros de canalização? Ou mais o que? Quando custa 100 metros? Que se expliquem os que se acharem com essa obrigação.
Uma coisa é certa. Aquele espaço está numa "verdadeira vergonha" (com o devido respeito pelo termo) aos olhos do povo de Louriçal do Campo e aos de quem visita esta aldeia que poderia ter mais para dar e não dá.…. (Com o devido respeito aos seus bem-feitores).

Fazemos aqui este reparo com o intúito de alerta e na expectativa de melhoramentos das infraestruturas existentes pois, a experiência que temos tido neste sentido, tem sido positiva.

Este não será tema oportuno para falarmos sob a gestão dos resíduos mas que se aglomeram indevidamente junto aos caixotes do lixo. Tratar-se-á de um outro post muito brevemente.

xxcucoxx

11 de março de 2012

Cabeço do Galo e Castelo Velho, logo ali ao lado...


Cá de baixo, é bem visível aquele rochedo que alguém um dia, por parecer com a uma crista de galo, lhe deu o nome de Cabeço do Galo.


O Cabeço do Galo é uma formação rochosa granítica que se situa no alto do Castelo Velho na vertente sul da Serra da Gardunha, a cerca de 1.100 mtos de altitude. Surge como uma janela que atravessa um grande bloco granítico.


A Serra da Gardunha, aquele colosso de granito que se ergue de forma escarpada sobre um vasto plano de Castelo Branco, atingindo os 1.227 metros no seu ponto mais alto. A sua cobertura de uma vegetação composta por castanheiro, sobreiro e o pinheiro bravo vai até aos 800 metros de altitude. Os seus cumes despidos parecem-se com castelos arruinados.





São frequentes aqui, acumulações de blocos graníticos “in situ” respeitando o sistema de fracturas que lhes dão origem, conhecidos individualmente como “Tor”.






Tal como o Cabeço do Galo, outros geossítios interessantes, como por exemplo, a pedra bolideira, as gnammas ou pias, assim como a bola granítica com fracturação poligonal e o bloco fendido (classificados como Imóvel de Interesse Municipal), podem ser observados através da realização do percurso pedestre PR1 –Rota da Gardunha, a partir de Louriçal do Campo.

De facto, um passeio bem agradável que nos permite conhecer melhor o que nos rodeia.

Ficam os testemunhos fotográficos para deixar água na boca.

xxcucoxx