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1 de agosto de 2012

14º Convívio ARFAL' 2012



Como tem sido habitual, todos os sábados dos festejos anuais em honra de S.Fiel e Sto António, realizar-se-á no próximo dia 25 de Agosto de 2012, o 14º Convívio dos amigos e ex-executantes da Sociedade Filarmónica de Louriçal do Campo - ARFAL.

A diversão está prometida, portanto, as inscrições estão abertas. Aproveita mais este momento de alegria e confraternização entre amigos.

O momento mais alto, terá inicio ás 13 horas no recinto de festas para o almoço entre os participantes. 

xxcucoxx 

30 de julho de 2012

O "tocar à burra".



Embora fosse conhecida por outros nomes (cegonha, balança, picota, saragonha, varola, zabumba, zangarela), em Louriçal do Campo, era conhecida por burra.

Tratava-se de uma alavanca inter-fixa que permitia diminuir o peso do balde cheio de água trazida do fundo do poço. Servia, basicamente para o regadio das hortas.

Era constituída por um poste vertical enterrado no chão que era encimado por uma forquilha, onde se colocava a vara, fixada no eixo. Esta vara numa extremidade tinha o contrapeso, (também este aí fixado), constituído por pedras. No outro extremo, tinha outra vara pendurada na vertical, (fina e comprida), possível de ser segura entre as mãos. Esta por sua vez, teria na ponta inferior uma argola onde se pendurava o balde. Situava-se junto ás paredes do poço em questão.

O contrapeso teria de ser tal, que não fosse muito custoso levantá-lo, quando se descesse o balde vazio, até o fundo do poço mas que, na situação inversa, fosse suficiente para ajudar a retirar o balde cheio de água até à superfície.


A sua utilização prendia-se, sobretudo para o regadio das hortas ali cultivadas em redor do poço.

Actualmente, já não se vêem. Foram entretanto substituídas pelos mais conhecidos motores de rega que, com a sua força motora, puxam as águas mais profundas desses poços.

O dizer “tocar à burra”, não era nada mais que, através deste engenho, conseguir trazer a água das profundezas dos poços.

Pergunto: Quem nunca “tocou à burra”?

xxcucoxx

24 de julho de 2012

Uma vida, um testemunho



Sou uma pessoa modesta. Nasci na Aldeia de Louriçal do Campo onde cresci a aprendi a ser feliz. Sou a pessoa que sou e ali, aprendi os valores da vida. Sobretudo pela companhia de pessoas mais velhas que me acolheram e com muito carinho. Hoje, olho para trás e, algumas já partiram. Outras, embora ainda presentes, quase que já não nos conhecem devido ao avançar da idade. Que terei eu para lhes dar como recompensa? Afinal, foram eles que me ajudaram a criar! Neste momento, resta-me cumprimenta-las e recordar-lhes que eu sou, mas com todo o tempo do mundo pois elas merecem.

Agora, sou pai do Santiago com quase quatro anos. Tudo muda. O sentimento de responsabilidade duplica-se aquando de uma visita à Aldeia que me viu dar os primeiros passos. Tento, e com muito orgulho, dar a conhecer todos os recantos que conheço. Não quero deixar nada para mim. Terei de passar o testemunho aos mais jovens porque, este fenómeno já me foi transmitido por outros. Por isso, tento ser a“passagem de testemunho” aos mais novos.

Através desta foto, sinto o que vos acabo de relatar. Neste caso em concreto, avô e neto em passos de alegria sob as estreitas ruelas que compõem as zonas mais rurais de Louriçal do Campo. Sem dúvida, um marco que me enche de orgulho como filho da Aldeia de Louriçal do Campo que sou.

A presença e a comunicação aos nossos filhos sobre Louriçal do Campo, tornar-se-ão, no futuro, peças importantes nas decisões que poderão vir ser tomar nas suas vidas.

Reflitam, por favor…

xxcucoxx

19 de julho de 2012

Louriçal do Campo - Paragens Romanas

Não há dúvida que Louriçal do Campo foi ocupado pela presença romana. Prova disso, são os vestígios (achados arqueológicos) romanos que ainda hoje, qualquer um de nós pode presenciar, nomeadamente, no lugar do Cabeço da Moura. Lugar este, que segundo a história, terá sido a origem deste povo que, mais tarde, se terá deslocado para o actual lugar onde o conhecemos como localidade. Contudo, passa de despercebido a muitos de nós, outras paragens romanas que, e que neste âmbito, se encontram bem mais próximas da actual Aldeia. Refiro-me, nomeadamente, ao lugar do Galvão.



A caminho deste lugar, lá mais á frente (embora não identificado mas merecedor de tal facto), deparamo-nos com um entroncamento que, ao seu lado esquerdo, se encontra uma “estrada” cujo empedrado é constituído por um leviano cascalho (entenda-se, pequenas pedras). Eis mais uma prova da presença romana.

Esta “estrada”, (se assim se poderá chamar porque, até certo ponto, deixa de ser possível a circulação de viaturas), tem como términus, a casa do nosso amigo Coelho. Lugar este, muito perto e já quase nas traseiras das escolas.


Para este mês de férias que se aproxima, quero aqui lançar um convite (aos mais interessados), para a um pequeno e breve passeio matinal para que todos possam obter um pouco mais daquilo que Louriçal do Campo tem para nos dar, sobretudo, conhecer um pouco mais da beleza que envolve esta localidade.

Fica o convite.

xxcucoxx