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25 de março de 2013

INFORMA-SE ...


A pedido do Sr. Joaquim Cabral e família, nomeados para a Comissão de festas de S. Fiel e Santo António de 2013, informa-se do seguinte:

“Pela falta de meios considerados necessários e indispensáveis para a realização dos festejos anuais em honra de S. Fiel e Santo António – ano 2013, não será de todo possível a sua realização em responsabilidade da Comissão nomeada.”
xxcucoxx

14 de março de 2013

A Cravelha

A cravelha
 

É sem qualquer dúvida, uma das peças que mais se usaram nas antigas portas do mundo rural. A cravelha ou ferrolho (para alguns).


 

O termo deriva do latim clavícula «pequena chave» pelo que a sua função era a de trancar as portas para que não ficassem “escancaradas” mas também, no sentido de guardar e proteger os animais que pernoitavam no piso inferior das habitações.
 

Em Louriçal do Campo
 

Encontrava-se ainda, na parte exterior de algumas dessas velhas portas uma ferradura de animal que simbolizava a energia e sorte. A ferradura teria que ser de burro pois caso contrário, não teria qualquer efeito.

A ferradura
 

Em Louriçal do Campo, embora poucas, ainda é possível constatar tal epísódio, contudo, tende em desaparecer com a substituição dessas por outras de maior segurança.

xxcucoxx

6 de março de 2013

Sons de memória


O sino maior da torre da Igreja de Louriçal do Campo


Há sons que entram na nossa memória e que a mesma, os conserva para toda a nossa vida. Os sinos das nossa Igreja é uma referência neste contexto.

O sino devida da palavra signo (sinal). Tem um papel muito importante nas vidas das Aldeias anunciando horas, meias-horas e quartos-de-hora, mas também, momentos de alegria e outros de tristeza. 

É ele que mobiliza as pessoas para os diversos actos, não só relacionados com o culto, como também aqueles que apelam ao socorro, nomeadamente aos incêndios.
Regra geral, encontram-se em destaque no ponto mais alto da Igreja das Aldeias. Normalmente, no ponto mais alto da sua torre.

Igreja de Louriçal do Campo


Em tempos passados, era o sacristão quem dava voz aos sinos. Agora, parece que já não bem assim.

Novas regras tomaram conta do quotidiano assumindo-se assim outros costumes. Contudo, (e isto é o que mais importa), os sinos continuam a ser badalados anunciando os momentos mais e menos alegres que envolvem as Aldeias.
Para quem sabe fazê-lo bem, pelo seu toque do sino, consegue-se distinguir muito bem os momentos que envolvem as Aldeias.

O mecanismo interno do relógio da Igreja
No caso da Missa de Domingo, era um toque alegre, de festa, com uma badalada no sino maior, seguida de toque "repenicado" no sino mais pequeno. Pelo final, duas ou três badaladas no sino mais pequeno, conforme se trate do primeiro toque, do segundo ou do terceiro, uma vez que a Missa de Domingo, os sinos dão sinal por três vezes em espaços de quartos de hora.
Enquanto que no caso dos baptizados, três badaladas no sino grande, no dobrar, (anunciando a morte), sendo homem, três badaladas no sino grande seguidas de várias badaladas dobradas e cadenciadas. Se for mulher, a duas badaladas no sino grande e várias dobradas. Se a morte ocorrer fora da Aldeia, após o toque, uma badalada solitária surge no ar..
No Domingo de Páscoa, os sinos tocam "desalmadamente" celebrando a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação.
No caso de incêndio, o sino grande toca, a rebate.
  
xxcucoxx  


13 de fevereiro de 2013

Domingo gordo


Mesmo ter já passado o Carnaval, interessa ainda aqui dar umas palavras de conhecimento geral sobre o mesmo.

O termo Carnaval resulta da conjugação de duas expressões. Uma considera que a palavra provém da expressão latina carne, com o significado de "adeus, carne!"; a outra, chegou ao português por via francesa, do italiano carnevale, procedente de carnelevare, que significava "rejeitar a carne", formada do latim carne(m) levare (suprimir ou tirar a carne).

Efectivamente, a palavra Carnaval, designa apenas a última terça-feira do período que começa no Dia de Reis e vai até à Quaresma. Segundo o preceito católico, essa terça-feira é o dia de dizer adeus à carne (comida, festas, luxúria...), porque se vai entrar num tempo de abstinência logo no dia seguinte, quarta-feira de cinzas.

Dá-se o nome de "gordo" aos dias que precedem a entrada na Quaresma, nomeadamente o "Domingo gordo" ou a "Terça-feira gorda". Dias gordos são os dias de carne, em oposição a dias magros ou dias de peixe, em que a Igreja prescreve a abstinência de carne.

Como a Quaresma suplica à abstinência de carne, neste ano, em Louriçal do Campo, o “Domingo gordo” foi comemorado em grande entre alguns amigos. Queijo, chouriço, pão, coelho bravo bem regados por um bom vinho da Aldeia, foram os “ingredientes” demarcados para este dia.
 
 
Acabados de entrar nos dias magros (Quaresma), resta-nos agora os pratos de peixe e outros que não carne.

xxcucoxx